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Para Amantes das Duas Rodas


Milão e Mantova (Itália), Paris (França), Manhattan (EUA), Pune (Índia), Xangai e Pequim (China), Singapura (Tailândia) e, desde o passado dia 10 de Dezembro, Lisboa! São estas as cidades onde o Grupo Piaggio conta com espaços Motoplex, um conceito inovador e futurista de comercialização de produtos relacionados com as duas rodas, nomeadamente inerentes às marcas que estão sobre a sua alçada à escala mundial.




Representante no nosso país como importador exclusivo do Grupo Piaggio, a C. Machado acaba de mostrar o resultado de um investimento de 800 000 euros, traduzido nesta primeira concept store que pretende enaltecer os produtos e serviços das marcas Piaggio, Vespa, Aprilia e Moto Guzzi. Ocupando uma área de 1.000 m2 na zona de Braço de Prata (Rua Fernando Palha nº 29C, Lisboa), a nova Officina Moto - Motoplex Lisboa é um espaço futurista e visionário, onde se convida o visitante a explorar e apreciar todo um mundo sobre duas rodas inerente àquelas marcas. 

Não se trata, assim e apenas, de uma loja ou concessionário de motos, como também não se vê uma simples garagem ou um espaço de exposição de materiais dedicados. Ai assiste-se a uma fantástica combinação de todos estes elementos num ambiente de design, num claro tributo às marcas, ao seu estilo, à evolução tecnológica e à enorme herança de cada uma. As áreas de exposição, de venda de acessórios exclusivos, de oficina e até a zona de café chill out – com direito a bebidas, snacks e wi-fi grátis – misturam-se num espaço com um cunho original e sensorial.




Para tal contribui a arquitectura simultaneamente cosmopolita e arrojada, num espaço em que se recorre a alguns materiais (quase) em bruto, integrados com pormenores de design estético. No Motoplex Lisboa vêem-se contentores, vigas de ferro e madeiras como parte de uma decoração minimalista mas plena de vida, contribuindo para a exposição de mais de 40 motos e acessórios, entre fatos, capacetes e um sem número de peças, algumas delas bem originais! 

Os produtos Aprilia e Moto Guzzi dividem-se por quatro áreas distintas do piso térreo – Aprilia Caponord, Aprilia Racing, Moto Guzzi California e Guzzi Garage – no que os responsáveis defendem ser “um autêntico paraíso para os amantes das duas rodas”. Destaca-se a garagem, “aberta e pensada para os apaixonados por mecânica, para que se possa apreciar em pleno o trabalho dos profissionais”. Já o piso superior é, em grande parte direccionado aos fãs das scooters, com conteúdos lifestyle, fruto dos produtos característicos da Piaggio e da Vespa, logos icónicos do grupo italiano.

Fotos: Grupo Piaggio / Motoplex


Acrescente-se que esta Officina Moto – Motoplex Lisboa é o quarto espaço do Grupo Piaggio em Portugal: Alcântara foi inaugurado em 2013, seguindo-se um ano depois o Porto e, já em 2015, outro em Aveiro. Sara Chen, Gerente da C. Machado, Lda., destaca que “este novo conceito de loja permite uma maior aproximação com os nossos clientes, sendo, para nós, muito importante auscultar o mercado, perceber quais são as suas necessidades e os seus anseios”. 

Quanto à nova Officina Moto – Motoplex Lisboa é, nas palavras de Miguel Vasconcelos, “um espaço concebido para revolucionar o ‘status quo’, sendo o local ideal para uma pausa relaxante.” Igualmente responsável pela direcção da Aprilia e Moto Guzzi em Portugal, acrescenta que se “pretende que se torne no novo ponto de encontro para os amantes de duas rodas,” deixando no ar o convite para uma visita. Assim sendo, do que é que está à espera?




Continuação de Boas Festas, com os habituais cumprimentos distribuídos irmãmente, e até breve! 

José Pinheiro 

Notas: 1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes. Os restantes membros deste ‘blog’ não têm obrigatoriedade de partilhar dos mesmos pontos de vista; 2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

E Para os Mais Pequeninos…


Depois das extravagâncias de há uma semana, com as praticamente inatingíveis prendas para os adultos, vou descer à terra e passar para a componente diametralmente oposta. Corto nos preços e, na maioria dos casos, também no número de rodas. Pretendo, aqui, ter uma vertente mais pedagógica, alternativa à loucura actual das armas coloridas que disparam dardos – papás, mamãs, tios e afins, já chega a triste presente realidade!!! – e longe dos sofás, que algemam os miúdos ao interior de uma casa, de comandos colados às mãos e olhos pregados nos ecrãs das diferentes plataformas. Assim sendo, ‘bora prá rua, ajudá-los a aprender a andar de bicicleta!

Fotos: Velocitcafe

Neste domínio das duas rodas e para um público mais miniatura, começo por lhe apresentar as KiddiMoto, feitas em madeira e sem pedais, perfeitas para se aprender a ganhar equilíbrio, independência, coordenação motora e, em última instância, a andar de bicicleta. Os preços variam dos 90 euros da Kurve, uma proposta mais simples, até os 196 euros da Scooter. Pelo meio, com ar motorcross, há a Scrambler por 140 euros, tudo para o grupo dos 2 aos 6 anos. Já com o quadro em aço e para crianças a partir dos 18 meses há a Super Júnior, nas variantes simples e Max (70 e 110 euros). “Made in UK”, a sua comercialização entre nós é feita pela Velocitecafe, numa ofertas que inclui acessórios, como luvas e capacetes de protecção, nos mesmos padrões das bicicletas.

Fotos: ProbikeShop

No catálogo da ProbikeShop o leque de preços é maior – dos 63 aos 223 euros – destacando-se, aqui, a curiosidade do triciclo em madeira LIKEaTRIKE, evolução em três rodas das LIKEaBIKE de duas, ou mesmo o Spherovelo, considerado como uma pequena revolução no desenvolvimento físico dos mais pequenos.

Fotos: Eurekakids

Bem mais diversificado é o catálogo da EurekaKids com conjuntos para diferentes idades e com preços mais em conta, dos 30 aos 90 euros, marginalmente abaixo das quantas propostas da Decathlon, de 40 a 110 euros. Aqui e apesar de mais caras, destaco as “bicicletas evolutivas”, que permitem à criança andar sem pedais numa fase inicial e, mais tarde, ver esse acessório montado em duas alturas de perna diferentes, consoante a sua evolução e antes da passagem para montadas maiores.

Fotos: Decathlon



Na ToysRUs, a oferta não é muita mas existe, como poderá ver clicando no respectivo link. No grupo dos grandes supermercados e dependendo do tamanho das lojas, Continente, Jumbo, Pingo Doce e outros que tais também têm exemplares de duas rodas, numa oferta maioritariamente mais comum, leia-se, a pedais! 

Porque ainda não o fiz convenientemente, resta-me desejar a todas/os Boas Festas, claro que na companhia dos vossos familiares e amigos, mas também na minha! Isto porque apesar da época, por aqui me mantenho para que possam ler o Trendy Wheels a cada 4ª Feira. 

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve! 

José Pinheiro

Notas: 1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes. Os restantes membros deste ‘blog’ não têm obrigatoriedade de partilhar dos mesmos pontos de vista; 2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

Diamantes vs Champanhe


É Natal – praticamente – pelo que já há andará às voltas com as compras, os preparativos para a Noite da Consoada, os presentes, no denominado espírito natalino! Sem querer tirar-lhe muito tempo desses afazeres, trago-lhe hoje “simples” sugestões do que poderá por (ou querer) no sapatinho, assim lhe tenha saído o grosso do multimilionário EuroMilhões especial que a Santa Casa da Misericórdia andou a apregoar ao longo das últimas semanas.


Começo por uma luxuosa associação das quatro rodas ao champanhe, através de um Aston Martin Milano Rapide S Dom Perignon Deuxieme Plenitude, uma sugestão do importador italiano da marca britânica de automóveis de luxo e da famosa marca francesa produzido pela Moët et Chandon. Para além da excelência das características de base do Aston Martin, naquele que é uma das actuais obras-primas da indústria automóvel, há um elemento diferenciador na sua bagageira, uma mala de acabamento premium que integra três garrafas de Don Perignon P2 1998, flutes de champanhe, mais uns quantos utensílios. Quanto a preços, não descobri o valor do conjunto, mas separadamente a secção de quatro rodas custa 270.000 euros, enquanto o néctar fica por 370 euros a garrafa.

Fotos: Aston Matin Italia
Outra proposta mesmo à sua medida é o Lykan Hypersport, um quase estratosférico superdesportivo da W Motors, construtor baseado no Dubai, um dos sete hiper-ricos estados dos Emiratos Árabes Unidos. Tem faróis com 420 diamantes de 15 quilates, gemas que, caso goste mais, poderá substituir por rubis, safiras ou qualquer outra pedra preciosa! Na compra é-lhe oferecido um relógio Cyrus Klepcys Moon Blue, que no mercado custa 180.000 euros! Mas também pode optar por um Franck Muller, peça de relojoaria feita a preceito e com um preço substancialmente maior (deve ser tão grande que nem o descobri)! Ah sim, já o ‘modelito’ de quatro rodas custa qualquer coisa como 3,2 milhões de euros e só há… sete. Despache-se!

Fotos: W Motors 

Bem mais acessível é este Lamborghini Aventador LP700-4 incrustado com 8.400 diamantes Swarovski! Ui… já está a fazer contas, a ver se o EuroMilhões chega! Descanse que este é para ter exposto na estante lá de casa, num modelo à escala 1:18 da conceituada marca de miniaturas automóveis Bburago. Como em qualquer colecção exclusivíssima que se preze, só há 500 pelo que tem de se ser rápida/o a desembolsar cerca de 2.000 euros.

Foto: Burago

No segmento das duas rodas também há extravagâncias, como esta dinamarquesa Lauge Jensen, custando cerca de 1.250.000 euros. Tudo porque a sua estrutura é feita de ouro de 24 quilates, tem 268 diamantes incrustados e assento em pele de crocodilo, entre outros mimos. Há quem lhe chame “Goldfinger”, outros “Great Dane”, pela sua nórdica origem.

Fotos: Lauge Jensen 

Se pretender algo igualmente vistoso mas com menos uns zeros sugiro a Vespa Polini Oro, inédita versão da scooter mais vendida do mundo que a Polini fez a partir de uma Vespa 50 Special, com uns elementos da moderna Primavera, unindo-se 500 folhas de ouro de 23 quilates, muito leves e delicadas. Há, assim, que desembolsar 42.000 euros por esta pequena maravilha, que não consta do seu catálogo normal da Vespa!



Espero que as sugestões acima a/o tenham ajudado, de algum modo, a encontrar aquela prenda especial, aquele mimo para si ou para um familiar ou amigo! Para a semana volto com as habituais sugestões para os mais pequenos.

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

Notas: 1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes. Os restantes membros deste ‘blog’ não têm obrigatoriedade de partilhar dos mesmos pontos de vista; 2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

Colorir Sorrisos


Quem é que não se lembra de, em pequena/o, gostar de pintar os mais diversos desenhos, usando lápis de carvão, de cera, ou com canetas de feltro de múltiplas cores, como as que os avós nos presenteavam a cada Natal ou aniversário? Eram bonecos, casas e figuras mais ou menos geométricas, plantas e desenhos irreais, com aquela máxima de tentar pintar sempre dentro dos riscos que as delimitavam! Uma vez acabada a pintura, sonhava-se que pudessem sair do papel e ganhar vida, para com eles se poder brincar!




E carros? Claro que havia, maioritariamente para a vertente mais arrapazada! Foi mais ou menos isto que um grupo de jovens da Fundação “O Século” viveu recentemente, quando viram um carro de corridas que idealizaram, através dos seus desenhos e pinturas, tornar-se realidade. Fizeram-no à boleia do Team Ferrari Portugal que desafiou estes pequenos e menos pequenos artistas a desenhar a decoração do Ferrari F458 Italia GT3 da equipa, bem como dos capacetes dos seus pilotos. Uma iniciativa também possível porque os seus habituais patrocinadores abdicaram dos seus espaços em favor da imagem da Fundação “O Século”, sendo aqui também de enaltecer o trabalho da SportGraphics que passou do papel para a viatura esta imaginativa e colorida decoração. 

Foi natural e enorme a alegria com que estes jovens, num leque de idades alargado, se entregaram de corpo e alma a esta bem colorida composição visual. Testemunharam depois, em meados de Outubro, a divulgação pública da decoração do “seu” Ferrari, nas boxes da equipa no Autódromo do Estoril, assistindo, depois, aos treinos e à corrida, onde Filipe Barreiros e Francisco Guedes alcançaram um 3º lugar na categoria.



“Foi com muito agrado que as crianças da Fundação ‘O Século’ receberam este convite/desafio da Ferrari Portugal para serem elas a decorar este carro,” referiu ao nosso blog Manuel S. Martins, Presidente do Conselho de Administração da Fundação “O Século”. “Desde o primeiro minuto que todos se dedicaram e empenharam bastante para desenhar o ‘nosso’ Ferrari e os capacetes dos pilotos. Foi uma forma diferente destas crianças se envolverem nesta prova e de tomarem contacto com uma competição que habitualmente só podem ver de fora, através da televisão”.


Agradecendo publicamente esta oportunidade única, aquele responsável salientou também o facto de ter sido dada “oportunidade de ver as ‘máquinas’ de perto, de estar nas boxes, de privar com os pilotos e de poder assistir aos treinos e à corrida numa posição privilegiada. As crianças e jovens adoraram este desafio e estão orgulhosas de verem reconhecido o seu trabalho.”

Fotos: Team Ferrari Portugal e Fundação “O Século”

Finda a aventura e de regresso por autocarro ao edifício-sede da fundação, frente ao mar e à Praia de S. Pedro do Estoril, foram muitas as histórias contadas com uma animação ímpar, que alguns, decerto levaram para os seus sonhos! Uma coisa é certa: foram bem mais coloridas do que algumas das vicissitudes da vida por que algumas destas crianças e adolescentes passam antes de contarem com o incansável apoio desta instituição, nomeadamente o carinho dos seus profissionais. Caso queira seguir ou apoiar esta causa tão meritória, faça “Gosto” na página de Facebook de “O Século” e contribua para a criação de ainda maior número de seculares sorrisos a cores! 

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve! 

José Pinheiro 

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Origami dos Tempos Modernos


Decerto que já ouviu falar em Origami ou, se eventualmente tiver queda para trabalhos manuais, até já fez objectos nesta secular arte japonesa, recriando-se os mais variados objectos em papel, com dobras geométricas e sem recurso a materiais cortantes ou colantes.

Fotos: Lexus e Nissan (oficiais)





Recorrendo às suas origens, duas marcas japonesas – a Lexus e a Nissan – fizeram recentemente uma adaptação do tema que conjuga as expressões “oru” (dobrar) e “kami” (papel), construindo dois automóveis em tamanho real, “iguais” a modelos da sua gama. Só que, dada a dimensão e a complexidade da coisa, fizeram uma reinterpretação das regras do jogo. Enfim… bem vistas as coisas até se desculpa este “pequenino” subterfúgio! 

A originalidade do Lexus IS “Origami” é substancialmente maior, pois tudo foi pensado ao pormenor! Compõe-se de 1700 elementos em cartão prensado, usados não só para o seu exterior, como para a concepção de um interior totalmente equipado, acessível através de portas que abrem e fecham. Tem até faróis que acendem e rodas que permitem levá-lo para a estrada, também graças a um motor elétrico, assente numa necessária estrutura em aço e alumínio, pode até ser conduzido. A fazê-lo, há que escolher dias em que não chova, o que em Inglaterra, onde este projecto nasceu, não seja fácil!



Quanto ao Nissan Juke “Origami”, igualmente nascido em terras de Sua Majestade Isabel II, também aqui houve alguns “truques” na manga, impensáveis no verdadeiro origami, como sejam… pistolas de cola! Ok, ok… os seus criadores estão desculpados pois sem esses expedientes muito dificilmente se juntavam as 2000 peças de papel dobrado usadas nesta escultura única, que demorou mais de 200 horas a produzir!



Deixo-lhe agora um desafio: faça um origami… de um Fórmula 1. Que tal? Tudo o que precisa de ter são caixas de sapatos, bastantes, de preferência, bem como alguma destreza e imaginação. Pode até usar tesoura e cola – não vou estar aí para ver – e, como inspiração, deixo-lhe um vídeo que a Puma fez há uns anos.



Junte a sua prole e mãos à obra! Depois até pode partilhar a sua obra no Facebook do blog Trendy Mind, ou mesmo no respectivo post deste texto que já lá está partilhado. Fico à sua espera!





Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

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Com a Casa às Costas


Não é uma situação nada comum neste cantinho à beira mar plantado o tema de hoje do Trendy Wheels. Sim, claro que (quase) toda a gente faz uma mudança de casa algures na sua vida, sejam porque simplesmente deixou a asa dos progenitores, ou até porque casou, ou precisa de uma divisão extra para o/a rebento/a, ou por vicissitudes de uma vida que lhe pregou uma partida e há obrigatoriamente que mudar.




Olhando para a imagem acima, vê-se numa situação em que até não precisa de nada daquilo, só mesmo… de levar a sua casa consigo, juntamente com a mobília, as caixas cheias com os seus pertences, mais o cão, o gato e o periquito! 

Há empresas que garantem todo esse processo – nesta fase, ainda não em Portugal – sendo algo muito comum nos EUA, em duas vertentes: ou porque, efectivamente a casa é sua e quer levá-la consigo, por questões sentimentais, porque já não gosta assim tanto do sítio, da vizinhança ou das intempéries da região, arranjou emprego num outro estado, etc; ou então porque encontrou a casa dos seus sonhos por um preço canhão de… 1 mísero dólar!!! Sim, parece ser uma realidade por aquelas bandas, sendo que o único senão é que tem mesmo de levar a casinha consigo se a quiser por essa pechincha, pois o proprietário tem outros planos para o terreno e não quer lá esse mono. Independentemente do que faça, todos os custos do processo são seus, pelo que há que fazer bem as contas. 

Movimentar fisicamente uma casa requer um trabalho hercúleo, mas naturalmente que há por há empresas com maquinaria e especialistas para o efeito, pois há que ‘arrancar’ a dita pelos alicerces, transportá-la ao longo de muitos quilómetros, sobre viaturas com muitos pares de rodas e apetrechadas para o efeito, colocando-a no seu novo poiso! Tudo sem partir o serviço multi-peças de faiança que se herdou da tetra-avó ou o espampanante candelabro de milhentos cristais que encima o hall de entrada. 

E se, no âmbito deste transporte, lhe propusessem seguir dentro de sua casa, com mais um conjunto de amigos, com música e algum álcool à mistura? Afinal, há que festejar, não? Nesta altura pergunta-se: “Onde é que eu me perdi nesta história?! Festa? Álcool?”. Sim, descanse que não será decerto o condutor da viatura a entrar na dança, pois esse tem de ir completamente sóbrio, mas já os restantes poderão festejar consigo o primeiro dia do resto da sua vida! Veja aqui a sugestão da Bacardi:


Trata-se da mais recente campanha de publicidade da marca de bebidas espirituosas, da autoria da BBDO NY, aqui mostrando que nada pode parar uma festa de arromba em sua casa, nem mesmo uma logística tão ímpar como esta. Claro que a campanha exibe uma situação levada ao extremo, desde uma bamboleante casa levada nas costas de um muito diminuto camião, numa festa de visual hipster, regada com (algum) álcool e com música a rodos, alimentada, sabe-se lá, por que bateria ou gerador, num conjunto que se apresenta extramente periclitante.

Dado que, por cá, as coisas ainda não mexem assim, há que nos limitarmos a dar as festas em casas bem assentes no chão, ou então aproveitar os milhentos espaços de diversão nocturna existentes, com o devido respeito para com a vizinhança. Para além dos custos associados, a primeira opção tem uma enormíssima vantagem: aquela sempre válida premissa do “se beber, não conduza!” 

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

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Aos Nossos Campeões da Vida Real!


Não é só em desportos mais tradicionais, como o judo, a canoagem, o atletismo ou o pingue-pongue – só para referir alguns dos feitos mais recentes – que a bandeira de Portugal sobe aos lugares mais altos dos pódios internacionais. Tal também aconteceu numa competição tão fora do comum como o “World Rescue Challenge 2015”, o maior campeonato do mundo de desencarceramento de vítimas de acidentes rodoviários e trauma, em que os nossos profissionais de salvamento conquistaram lugares de grande destaque.

Foto: WRO/Jason Kay 



Não são raros os dias em que nos entram pelas televisões – pior ainda quando nos “batem à porta” – imagens de acidentes rodoviários em que, para além do aparato dos destroços em que se tornaram as viaturas envolvidas, se vê parte da intervenção destes profissionais no trabalho de extracção de vítimas ou no seu tratamento aos primeiros sinais de trauma. Nesta competição recriam-se essas realidades, colocando-se em confronto bombeiros e outros operadores de serviços de emergência e intervenção rápida, mostrando-se publicamente o seu difícil e desgastante – física e psicologicamente – dia-a-dia. Um “faz-de-conta” em que não há a pressão e demais condicionantes humanas inerentes a um acidente real, mas onde continua a haver a dedicação à causa e o trabalho de equipa, bem como a luta contra o cronómetro, algo que pode significar uma vida salva ou perdida. 

O mais recente medir de forças decorreu sob a pala do Pavilhão de Portugal, no Parque das Nações, em meados de Outubro, palco onde a bandeira nacional subiu mais alto, fruto do trabalho conjunto dos elementos do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa. Diogo Lourenço Fernando Mafra, Miguel Duarte, Ricardo Couto, Rui Mexia, Rui Oliveira e Vítor Gomes venceram esta 17ª edição do “Campeonato do Mundial de Salvamento e Trauma”, resultado que sublinha um outro alcançado há um ano, quando a equipa lisboeta foi reconhecida no Reino Unido como a que maior evolução havia tido a nível mundial!

Fotos: WRO/Jason Kay e Câmara Municipal de Lisboa



Valorosos lusos que garantiram a maioria dos troféus em disputa, com a vitória à Geral suportada por quatro 1ºs lugares em categorias individuais – Comando, Médico, Equipa Técnica, Intervenção Rápida – juntando-lhes, ainda, um 2º lugar em Equipas Complexas e um 3º em Equipas Standard. 

As cores nacionais subiram ainda num outro mastro, desta feita como resultado da acção dos dois representantes dos Bombeiros Voluntários de Parede, Mariana Campilho e Sebastião Esquível, que alcançaram um excelente 3º lugar na categoria de Trauma. Isto depois de, umas semanas antes, o denominado “Parede Trauma Team” ter garantido o 1º lugar no respectivo Campeonato Nacional.

Fotos: André Nobre Fotografia

Resultados obtidos após cinco dias de intensa actividade, onde cerca de 500 elementos de 34 das melhores equipas do mundo mostraram porque se destacam nos seus países em operações pós-acidente. Corporações de 18 países, oriundas dos quatro cantos do mundo, foram recebidas pela anfitriã Portugal, país que, para além do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa e dos Bombeiros Voluntários de Parede, contou com a experiência e credenciais do Batalhão de Sapadores do Porto, dos Bombeiros Municipais da Figueira da Foz e dos Voluntários de Cacilhas, Aguda e Sul e Sudoeste do Barreiro, todas elas fazendo frente aos seus congéneres internacionais. Competiram nas provas de Trauma e de Desencarceramento, aqui recorrendo a cerca de uma centena de destroços de acidentes reais, disponibilizados pela Polícia Municipal de Lisboa, com que se criaram os tais cenários.

Fotos: WRO/Jason Kay e Câmara Municipal de Lisboa 



“O objectivo é dar a conhecer as avançadas técnicas utilizadas pelas equipas de socorro a nível mundial, o desenvolvimento e o aprimorar das habilidades dos diversos elementos” referiu à imprensa um elemento da organização, acrescentando que também “se pretende aumentar a consciencialização da sociedade para o problema global dos acidentes e mortes na estrada”. 

Mais informações e fotos sobre esta prova organizada pela Câmara Municipal de Lisboa nas páginas de Facebook da World Rescue Organisation (WRO) e da Associação Nacional de Salvamento e Desencarceramento (ANSD)

Dedico, por isso, este texto a todos os Bombeiros e demais salvadores das nossas estradas, casas, florestas e sociedade em geral. Tantas vezes esquecidos, ou pelo menos não tão valorizados como decerto merecem, são um dos mais notáveis símbolos da nossa comunidade. Aos nossos Campeões da Vida Real! Obrigado por estarem aí!



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Meter o Rossio na Betesga


Decerto que já ouviu a popular expressão “meter o Rossio na Betesga”, referindo-se à arrumação de uma coisa com dimensões mais generosas num espaço demasiado pequeno para o acomodar, numa analogia entre a granjola Praça D. Pedro IV e a pequenina rua que a liga à Praça da Figueira. É uma tendência cada vez mais recorrente de muitos daqueles que, ao volante e depois de muito deambularem pela cidade, em busca de um lugar(zinho) onde se estacionar o carrão, carrinha, SUV, familiar, citadino ou afim, optam por essa solução.

Foto: smart (oficial) 




Há cada vez mais afoitos que decidem levar aquela expressão à letra e apertar-se num sítio que toda a gente menos o próprio vê que o carro não vai caber, mas que com uns quantos empurra-o-da-frente/toquezinho-no-de-trás a coisa até se faz. Mas fique descansado, pois em plena era tecnológica há uma solução, a dos carros que encolhem! 

A sério! Dou-lhe uma dica: tudo o que tem de fazer é encontrar um espacinho livre entre as duas viaturas Mercedes-Benz da imagem acima – um furgão comercial branco e uma carrinha cinzenta – e já está! Eles encolhem-se de medo quando a/o vêem chegar, dando-lhe alguns centímetros extra para que possa estacionar o seu carro e ir à sua vida, sem toques e sem chatices! Ainda não acredita?

Então veja aqui:



Engenhoso, não é? Chama-se “smart effect”, sendo uma das mais recentes campanhas da marca alemã smart, que deixa muito boa gente de boca aberta em vários pontos da nossa capital! Afinal, não é para menos, pois há dois carros que encolhem para deixar estacionar entre eles uma terceira viatura. 

Um deles é o novo smart fortwo, já de si um dos mais pequenos automóveis do mercado, modelo para quem os criativos da Jack The Maker desenvolveram o conceito de carros que encolhem. Fizeram réplicas em fibra de vidro à escala real da carroçaria de dois modelos da Mercedes, dotando-os de estruturas que lhes alteram as dimensões. Tudo para uma campanha que irá ser difundida pelo planeta, nela passando a mesma mensagem que viveram os incautos transeuntes e condutores da nossa cidade, ou seja, que ao comprar um smart os lugares parecem esticar.

Caso queira saber mais pormenores, deixo-lhe os links para o projecto e, também, do making of da campanha! 

Assim sendo, quando vir um lugar vago mais pequeno do que o seu automóvel e, ainda assim, ache que ele cabe lá com algum jeitinho, certifique-se apenas que os carros que estão imediatamente atrás e à sua frente são os que viu nas imagens acima. Isto para não entrar em despesas extra, arriscando-se ainda a que cheguem os donos das viaturas a que está a dar um novo visual. E aí meu amigo/minha amiga…!

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José Pinheiro

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Vamos ao Circo

Malabaristas, trapezistas, domadores de animais selvagens, palhaços, aplaudidos com enorme alegria por crianças rodeadas de pipocas, algodão doce, farturas e uma catrefa de bebidas com níveis variáveis de açúcar e de conservantes, dentro de uma enorme tenda com várias pistas e muita cor! Pois… esqueça isto tudo porque os circos a que vos levo hoje são ao ar livre e o mais aproximado que há de animais selvagens são dois Jaguar… de quatro rodas!

Fotos: Jaguar, Land Rover e Opel (oficiais)



As apresentações mundiais de novas propostas para o sector automóvel, nomeadamente a um nível de topo já não se coadunam com um simples mas sonoro “respeitável públicoooooooooo, senhoras e senhoreeeeeeeeeeeeeees, eis o novo XPTOOOOOOOOOO”! Não, nada disso, há que fazê-lo e em grande! 

Esta é a premissa que a britânica Jaguar – actualmente na posse de uma empresa indiana chamada Tata – segue sem se desviar um milímetro, num conjunto de operações de marketing em que, como diz o outro, “um erro e é a morte do artista”! Senão vejam-se os seguintes dois vídeos das mais recentes novidades da marca. 

No primeiro o duplo Jim Dowdall atravessa o Rio Tamisa, em Londres, conduzindo o luxuoso sedan XF sobre… uns cabos de aço, numa tentativa de alcançar a mais longa travessia em slide em altura de uma viatura sobre água:



Num segundo filme, a marca britânica desafia a gravidade e alcança um novo recorde para o nunca completo “Guinness Book of Records”! A proeza coube a outro duplo, Terry Grant, que levou o novo Jaguar F-PACE a descrever um ‘looping’ completo de 360 graus, celebrando-se, em simultâneo, o 80º aniversário da marca:



Também a Land Rover entrou na aventura dos eventos alternativos, e não foi de modas, levando o Evoque, a actual coqueluche da marca, até… um parque de skates! Se pensava que era difícil conduzir este aparentemente grande modelo em locais impensáveis, a equipa chinesa do Land Rover Experience Team prova-lhe que é tão fácil… como andar de skate! Ok, não o é para todos...



A última proposta desta edição circense do Trendy Wheels vem da Opel, com o novo Astra como estrela do que denominaram ser um “salto quântico”, pelas mãos do duplo Carl Stück! Pretendendo demonstrar que o novo carro é uma dor de cabeça para outras propostas de segmentos superiores (as também alemãs Audi, BMW e Mercedes, mais a japonesa Lexus e a britânica Jaguar) realizou-se um vídeo em que se conjuga um mundo de moda alternativa com as quatro rodas, rumo a um ambicioso objectivo:



Posto isto, deixo aquela máxima estafada que todos os programas com acrobacias mais ou menos inverosímeis têm no final, em letras pequeninas ou dito muito depressa: “as proezas acima foram realizadas em ambiente controlado e por especialistas, pelo que não deverá tentar reproduzi-las em casa”. Se o fizer é por sua conta e risco!

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

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Alertas Para o Regresso à Escola


Começaram as aulas e a azáfama matinal, das mochilas, pequenos-almoços engolidos a correr, o corre-corre da porta de casa para fora, com um rápido mas indispensável beijo aos pais e mães. Às vezes é acompanhado de um enfadado “até logo”, em face do que antecipa um dia de longas aulas, mais difíceis ainda depois de umas férias de Verão anormalmente longas. Só que, por vezes, esse ansiado regresso a casa não se faz com a normalidade habitual.




De acordo com o mais recente estudo da APSI – Associação para a Promoção da Segurança Infantil, são mais de 20 as crianças e jovens que, semanalmente, sofrem atropelamentos diversos nas nossas estradas, representando 32% da totalidade dos acidentes em ambiente rodoviário. A maioria abrange jovens dos 10 aos 14 anos, em zonas residenciais e durante percursos casa/escola. Assim e com a dinâmica que lhes é habitual e aproveitando este início de ano lectivo, aquela organização implementou uma campanha de abrangência nacional, para a sensibilização dos condutores sobre este tema. 

Na manhã do passado dia 17 de Setembro, a APSI esteve à porta de alguns estabelecimentos de ensino de Lisboa, realizada em conjunto com a PSP e a GNR uma Operação STOP, acção pedagógica que contou com a participação de algumas crianças. Acompanhadas por agentes da autoridade ou elementos da APSI, petizes de várias idades – nomeadamente das abrangidas por estas estatísticas – abordaram alguns condutores, sensibilizando-os para a necessidade de adaptarem o seu comportamento perto de escolas e outros locais frequentados por crianças, como forma de evitar esses atropelamentos.

Imagens: APSI (oficiais)
A campanha decorre até ao próximo dia 4 de Outubro em várias plataformas e conta com diferentes apoios, mas o principal e esmagador virá de si caro/a condutor/a, com o seu contributo para baixar aqueles números até ao patamar zero! O seu comportamento ao volante é crucial para este objectivo, sendo sabido que todos andamos com a cabeça na lua, seja pelo estado da nação que se reflecte nas finanças lá de casa, seja porque nos atrasámos para um compromisso, o que nos faz ter o pé mais pesado no acelerador! Há ainda os estacionamentos indevidos, em cima de passadeiras ou passeios, ou a paragens em 2ª fila, para além da “doença da moda” que ‘cola’ os telemóveis e demais aplicações aos nossos dedos, algo impensável – mas infelizmente tão real - quando estamos ao volante!


“Andar a pé é um direito da criança, para além de um comportamento saudável e sustentável. A segurança e a mobilidade da criança não podem estar comprometidas pelo excesso de carros e pelo comportamento abusivo dos condutores,” referiu-nos Sandra Nascimento Presidente da APSI. 

Os números acima são isso mesmo, números e frios, é certo, mas essas 20 crianças e jovens que morrem ou ficam feridos na sequência de um atropelamento são bem reais, destruindo-se, em parte ou no todo, o seu futuro e o dos seus familiares e amigos.

Sem me alargar muito mais, o Trendy Wheels subscreve alguns dos pedidos feitos pela APSI, para os quais terá, decerto, uma atenção redobrada no futuro:
  • Perto de escolas, zonas residenciais, campos de jogos, parques infantis, ou outros locais onde possam existir crianças e adolescentes circule abaixo dos 30 km/h;
  • Reduza também a velocidade na aproximação de passadeiras ou locais de atravessamento de peões;
  • Não estacione em cima de passeios, passadeiras ou em 2ª fila, pois obriga a que as crianças se desloquem para as estradas para ultrapassar esses obstáculos caminhar ou obriga-os a atravessar em qualquer lado que não o ideal;
  • Sempre que possa, ande com a criança a pé, preparando-a para mais tarde ela poder deslocar-se autonomamente. Ensine-a a identificar situações de maior risco e a adoptar comportamentos defensivos;
Dê o exemplo, quer enquanto peão, quer enquanto condutor. As crianças aprendem mais com o que veem do que com o que lhes dizem.

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro


Notas: 1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes. Os restantes membros deste ‘blog’ não têm obrigatoriedade de partilhar dos mesmos pontos de vista; 2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

Do Fundo dos Túneis Para o Fundo do Mar

É salutar que se lute pela preservação do planeta, numa altura em que os oceanos contam com milhares de milhões de toneladas de plásticos e outros detritos, conforme provam os relatórios das diferentes organizações ambientais, entregues às autoridades (alegadamente) competentes mas que, depois, demoram eternidades a decidir e a implementar normas realmente eficazes de supervisão. No quadrante oposto temos outras que atiram para o oceano, de modo controlado, coisas que o Homem já não usa, com vista à sua transformação em recifes artificiais, algo que a Mãe Natureza depois se encarrega de adaptar de modo ímpar!




Vem isto a propósito do recente anúncio de que vão ser afundadas duas corvetas da Marinha Portuguesa que já não estão ao serviço da nação e que, num processo normal, iriam parar à sucata. Uma delas – a NRP General Pereira d’Eça (com a referência F 477 na amurada) – vai ser afundada nos mares da ilha de Porto Santo em 2016, criando-se um autêntico museu subaquático e um pólo de atracção turística na área do mergulho amador. Fantástico! 

Mas… e que tal se a Comboios de Portugal, a Metropolitano de Lisboa ou a Metro do Porto pensassem em algo assim? Decerto há material circulante que, finda a sua vida útil, poderá ter destino semelhante. Isto porque lá fora – é inevitável o eterno paralelo com exemplos estrangeiros… – há quem o faça já há muito, com resultados esmagadores. Senão veja-se o que a Autoridade de Transportes Metropolitanos dos EUA faz há mais de uma década, afundando no Oceano Atlântico carruagens de metro da cidade de Nova Iorque.

Fotos: Stephen Mallon
O processo conta com a participação de diversas entidades e está documentado pela lente do fotógrafo profissional Stephen Mallon, depois de três anos de acompanhamento das várias das viagens das barcas que levaram material desactivado, entretanto, despido e limpo de conteúdos nocivos ao ambiente, até ao seu destino final. Veja-se este conjunto de imagens do projecto “Next Stop Atlantic”. 

Desprovidas de todos os elementos supérfluos – motores, rodas, sistemas hidráulicos, bancos, vidros, iluminação e cablagens, bem como os gases dos sistemas de ar condicionados, entre outros elementos nocivos – são já mais de 2.500 as carruagens afundadas em diversos pontos do Atlântico. Com o passar do tempo, os diferentes organismos marinhos ligam-se às armações, transformando-as gradualmente em corais, promovendo uma saudável evolução da biodiversidade em meio aquático. 

Acrescente-se que se as fotos de Mallon são, já por si, bastante elucidativas, este vídeo, um pouco mais antigo, complementa-as na perfeição.


Pedidos comentários às três entidades portuguesas acima, com material circulante com potencial de ter destino semelhante, apenas a Comboios de Portugal respondeu ao Trendy Wheels, através do seu Gabinete de Comunicação Institucional. Ana Portela disse-nos não ser prática da CP esta solução, preferindo a empresa “procurar compradores interessados no reaproveitamento ou reutilização dos veículos ferroviários retirados da operação. Quando isto não é possível, o destino deste material é a venda para desmantelamento e reciclagem, sempre feita por empresas credenciadas pelo Ministério do Ambiente, para garantir o correcto e seguro tratamento dos materiais e elementos envolvidos, sem prejudicar o ambiente”.

Quanto a uma solução semelhante à nova-iorquina, aquela responsável explica que “o afundamento de material no oceano é uma operação de elevada complexidade, pelo eventual risco de contaminação das águas por elementos como, por exemplo, cadmio, crómio e mercúrios que muitas vezes estão presentes nestes veículos quer ao nível das pinturas, quer dos restantes componentes,” acrescentando que o material da CP nestas circunstâncias “é muito antigo, pelo que é difícil garantir que a sua composição não contém os elementos acima referidos”. Isto para além da questão financeira, já que “para obter garantias fiáveis a esse nível, seria necessário realizar estudos da sua composição que têm custos elevados, aos quais acresce ainda o custo envolvido nas próprias operações de deslocação e transporte para afundamento. A CP está obrigada a um controle orçamental muito rigoroso, pelo que não dispõe de recursos financeiros para suportar este tipo de despesas”. 

Pode ser que um dia, quando a saúde financeira das nossas empresas estiver mais aliviada dos cortes orçamentais que lhes têm sido impostos, consigamos assistir ao afundamento controlado de carruagens da CP ao largo da costa portuguesa! A acontecer, o blog Trendy Mind irá tentar estar, decerto, presente!

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

Notas: 1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes. Os restantes membros deste ‘blog’ não têm obrigatoriedade de partilhar dos mesmos pontos de vista; 2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

Música Para as Minhas Rodas

Hoje trago-lhe um conjunto de músicas e sons conjugados com este texto, tema light que até dá para relaxar. Quase poderá dizer “Isso é música para os meus ouvidos”, depois dos últimos Trendy Wheels que foram um tanto ou quanto longos. Eu explico: as respectivas temáticas assim o obrigavam, para além de que sofro de uma certa tendência para que os meus dedos percorram o teclado muitas vezes em várias direcções. Mas não hoje!


Desta vez prometo que não me alongo, deixando-vos apenas alguns dos mais recentes sucessos ligados às rodas. Como os desenvolvidos por dois nomes que estão sempre na berra nas discotecas e rádios nacionais: Avicci e Will.i.am. 

A colaboração criativa entre o artista e produtor sueco Avicii e a também sueca Volvo Cars para a nova campanha “New Beginning” para o novo XC90 apresenta-se através de uma remistura do clássico tema “Feeling Good”. Filmado no sul do país, visitam-se lugares de significado pessoal para Avicii e conta a sua própria história de renovação, recorrendo a familiares e amigos, após vários anos de difíceis tournées por todo o mundo.


Já a Lexus Europa anunciou fez uma parceria criativa com o músico, empresário e criador Will.I.Am, com vista à campanha “Striking Angles” do novo NX, um SUV compacto do segmento premium. Para o efeito, foi feito um vídeo com a colaboração do cantor e compositor, em que se recria visualmente a vida de Will.I.Am na sua última música “Dreaming about the Future”. Uma espécie de “Guitar Hero” em que se recorre a um carro e pontos de luz, numa mistura de tecnologia de música digital e analógica e projeção de efeitos visuais e grafismo animado. Veja este espectacular vídeo, rodado na vizinha Espanha:



Noutro contexto completamente diferente recordo-me da utilização de materiais algo fora do comuns para a realização de composições musicais. Senão vejam-se os seguintes dois vídeos, respectivamente encomendados pela Ford e pela Chevrolet para promoção de dois automóveis.


A Ford fez tocar o tema “Beautifully Arranged” por uma orquestra completa, mas em que os seus elementos, todos músicos profissionais e habituados a ter nas mãos algo bem mais tradicional, tiveram de lidar com… peças de um Focus, devidamente adaptadas para o efeito:



Já a Chevrolet associou-se ao grupo norte-americano de música alternativa OK Go para a promoção do Sonic, modelo que tem o papel de músico, tocando a música “Needing/Getting”, enquanto no seu interior segue, cantando e rindo, o grupo, autor da dita:



Para finalizar e um patamar oposto, veja o projecto “Chromatic”, desenvolvido pela Infiniti no início do ano com a Megadon Betamax do DJ Mostyn, em que se transmite toda a essência da marca de luxo norte-americana. “A performance corre nas veias da nossa família”, é a assinatura defendida neste projecto onde os modelos da marca são usados como ferramentas para a expressão criativa. Um trecho musical onde cada batida, cada impulso e cada nota recorre, apenas e só, a sons feitos ou provocados por modelos Infiniti:



E pronto, é tudo por hoje. Espero que tenha apreciado estas obras-primas da cena musical e que regresse para a semana para mais um tema Trendy Wheels!

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

Notas: 1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes. Os restantes membros deste ‘blog’ não têm obrigatoriedade de partilhar dos mesmos pontos de vista; 2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

Estradas do Futuro: Eléctricas ou… em Plástico?


Quando era puto e a loucura para mim era já o automóvel – então na versão “carrinhos da Matchbox” – tinha uma paixão que me ocupava grande parte das férias: as pistas! Tinha uma em plástico daquela marca e, mais tarde e á medida dos aniversários, Natais e outros que tais, outra eléctrica, acho que da ScaleXtric!

A primeira compunha-se, nesse tempo, por algumas secções em recta, uma ou outra curva e um looping, tudo em plástico amarelo, ligando-se por umas linguetas vermelhas. Idealmente deveria ser montada num longo corredor e o seu início fazer-se numa prateleira alta de um qualquer móvel. Para quê? Para se verem as miniaturas à escala 1:43 – o saco dos ditos era imenso!!! – ganhar velocidade na descida, até pararem algures no traçado. O que chegasse mais longe era o grande vencedor! Yeahhhhhhhh!!!! Já na eléctrica, encaixavam-se os carrinhos nos carris para corridas feitas a pares, em família ou amigos, disputas que detestava perder, por vezes acompanhando a derrota da tão irritante birra do gritado “não brinco mais!!!”.




O tempo passou, eu cresci – um bocado, acho… – mas mantive-me quase sempre ligado à vertente automóvel a nível profissional, e eis que vejo agora esses meus sonhos de criança estarem prestes a tornarem-se realidade. Hoje trago-lhe os projectos holandeses “PlasticRoad” e “Smart Highway”, o primeiro recorrendo aos quase indestrutíveis plásticos e o segundo apostando na electricidade, soluções com um vasto potencial de aplicações, num futuro que pode não estar assim tão longe quanto isso. 

O projecto PlasticRoad, dos holandeses da VolkerWessels, aposta num inovador conceito para o desenvolvimento e construção de pisos plásticos para estradas!. Uma aposta sustentável e que está a ser feita em parceria com a “Cradle to Cradle” e a “The Ocean Cleanup”, iniciativas que visam limpar os mares da chamada “sopa de plástico”. É que, de acordo com o mais recente estudo da PLOS – Public Library of Scince, são mais de 5.000.000.000.000.000 (sim… nada menos do que 15 “zeros”) as peças plásticas que o Homem ali já despejou, correspondendo a cerca de 250.000 toneladas de materiais que, neste momento, vagueiam pelos oceanos do nosso planeta!

Fotos: VolkerWessels 
Um projecto que apresenta outras vantagens em comparação com as estradas convencionais. O plástico é muito mais sustentável do que os materiais usados actualmente – betumes e cimentos – abrindo a porta à implementação de outras inovações: produz-se energia, obtêm-se superfícies mais suaves, integra sistemas de aquecimento, a construção é feita por módulos, há espaços para colocação de cabos, tubagens e drenagem da água da chuva, etc. Para além disso, há uma enorme poupança de tempo na sua construção e, com isso, milhões de euros às entidades rodoviárias, ao Estado e, em última instância, a nós que pagamos parte significativa da factura, em portagens e outras taxas, e necessita de menor manutenção, pois o material é mais resistente às condições meteorológicas. Resta saber como os produtores de pneus das viaturas irão fazer evoluir as borrachas que hoje fazem o contacto com o piso.

Fotos: Heijmans Infrastructure/Daan Roosegaarde 
Também do país das túlipas chega-nos um outro conceito de vertente eléctrica, da Heijmans Infrastructure e do designer Daan Roosegaarde. Chama-se Smart Highway e envolve a criação de toda uma rede de estradas e auto-estradas sustentáveis e interactivas. A energia solar é a fonte de alimentação destas estradas do futuro, no próprio piso e informações nele mostradas aos condutores, quer nas marcas no pavimento, nos sinais de trânsito e mesmo na relação com as viaturas e utilizadores, até prevendo corredores verdes para recarregamento de viaturas eléctricas enquanto se circula.


Algo semelhante ao que já foi apresentado do outro lado do Atlântico como uma startup, o projecto Solar Roadways. Aqui pretende-se aproveitar a energia solar através de um vasto conjunto de painéis transparentes, dotados de células que, uma vez dispostos no chão, revestem estradas e autoestradas, passeios e outros conteúdos envolventes. A tecnologia integra uma complicada electrónica e sensores com capacidades de autoprogramação, em função das mudanças e alterações ambientais. Para dar uma componente ainda mais verde, são feitos a partir de materiais reciclados e incorporando células fotovoltaicas e tecnologia LED de última geração.

Fotos: Solar Roadways


Ou seja, projectos não faltam, ou não fosse o Homem um elemento da natureza com uma muito fértil imaginação, ainda que, às vezes com resultados catastróficos... Mesmo com uma filosofia mais optimista, qualquer dos projectos acima não é de fácil implementação, nomeadamente pela mudança de mentalidades e pelas indústrias que irão afectar quando e se vierem a ver a luz do dia. Tal como os grandes produtores de petróleo viam com maus olhos a produção do automóvel eléctrico, que não precisava dos combustíveis fósseis por eles produzidos, o mesmo poder-se-á passar com os produtores de betumes e materiais que revestem as estradas do presente. 

Mas, como diz o dramaturgo britânico William Golding, “nenhum empreendimento humano pode ser totalmente bom... tem sempre que ter um custo”. 

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve! 

José Pinheiro 

Notas: 1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes. Os restantes membros deste ‘blog’ não têm obrigatoriedade de partilhar dos mesmos pontos de vista; 2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e imagens utilizados neste texto, conforme expresso.