Trendy Graphic


Já por aqui falámos de algumas das tendências que inundarão a Primavera Verão deste ano. Uma delas, se bem se lembram, foi o grafismo. Este pode ser tanta coisa, abrange uma infinidade de “brincadeiras”. Como tal, hoje deixo-vos uma sugestão da Salsa que abrange esta tendência. Uma “brincadeira” com cores e formas que resultou em peças, divertidas e sugestivas, com padrões gráficos.


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EVERYBODY INVITED @ BALI


É outra vida



O MEO, líder no mercado triple play (televisão, internet e telefone fixo) em Portugal, lançou no passado dia 11 de Janeiro uma nova identidade corporativa. Desta forma a empresa pretende assegurar a liderança, apresentar uma “nova marca” com um novo posicionamento, e apresentar um quarto produto a juntar ao seu pacote: o telefone móvel. Esta mudança de visual ficou a cargo da MyBrand.

Antigo Logótipo

Novo Logótipo



Esta nova imagem, muito simples, conta com a assinatura “É outra vida” e o logótipo é composto pelas três letras da marca, utilizadas também como ícones e representações dos valores da marca, representando: (M) comunidade, (E) comunicação, e (O) mundo. A imagem MEO era antigamente muito estática e pouco representativa dos ideais da empresa. Com este rebranding a marca MEO passa uma imagem diferente, dinâmica e mais jovial. 




















Como curiosidade, este logótipo conta com uma versão para o quadriple play onde a letra (E) se transforma num (4).




Quem dá a cara pela campanha de lançamento desta “nova vida” é o, já habitual, quarteto de humoristas “gato fedorento” que continuam a fazer rir os portugueses com estes anúncios. Para terminar fique com os vídeos desta campanha.






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THE ROAD


Tartiflette


Lá fora a chuva cai ferozmente e o vento leva tudo. Aqui dentro, agasalho-me em ti que me aqueces a alma... 

Tartiflette, uma receita típica da Savoia, região dos Alpes franceses, rústica e reconfortante, neste Inverno rigoroso... 

Ingredientes:
  • 1 kg batatas pequenas com pele 
  • 2 cebolas 
  • alho 
  • alecrim (fac) 
  • 1 pacote de natas 
  • 1/2 copo vinho branco 
  • bacon em cubos 
  • 1 queijo Reblouchon 

Modo de Preparação:

Cozer as batatas com pele. 

À parte, refogar as cebolas em meias luas finas ate ficarem translucidas, adicionar o alho e o bacon. 

Juntar o vinho branco e deixar reduzir um pouco. Entretanto, cortar as batatas em rodelas grossas com ou sem pele, conforme preferir. Juntar à cebolada e envolver delicadamente. Adicionar as natas, o alecrim e temperar com sal e pimenta. 

Pôr num prato ou travessa de ir ao forno e colocar o queijo por cima aberto ao meio. Pode utilizar outro queijo da sua preferência. 

Levar ao forno a 180 graus, 20 minutos. 

Quando o queijo estiver completamente fundido por cima das batatas, está pronto! 

Bom apetite e bom filme!!


UM BMW, POIS CLARO!


“And the Winner is…!” À moda dos prémios da industria cinematográfica e da TV, faz de conta que vou abrir o envelope mágico para anunciar o automóvel que… O quê?!?! E não é que o automóvel mais vendido em 2012, o ano de “quase todas” as desgraças (nota: o de “todas” mesmo vai ser 2013, mas logo se vê quando/se chegarmos ao final…) foi, nada mais, nada menos, do que… um BMW, o Série 1 116D Efficient Dynamic? Crise?! Qual crise?!

Foto: BMW Portugal
São cerca de 28.000 euros de automóvel, com toda a elevada qualidade e completos conteúdos pelos quais a marca alemã é por demais conhecida e que chegou às mãos de 1.629 felizes proprietários, seja como automóvel particular (tipo prenda dos papás, dos avós ou do próprio ao próprio) ou carro de serviço, pelos belos serviços prestados à empresa. 

Vejamos… hummm… 28.000 euros X 1.629 matriculas = 45,6 milhões de euros! Nada mau em ano de crise! Um encaixe à cabeça substancial, se bem que cerca de metade vá para o Estado em impostos, com os famigerados IVA e ISV, mas, ainda assim, uma excelente operação para a marca bávara neste paupérrimo ano de 2012! 

A seguir no ‘ranking’ estão um mais comum (sem desprimor para o ‘best-seller’) Renault Clio III 1.2 16V GT 5p 75cv, com 1.497 unidades vendidas, por cerca de 15.000 euros cada, fechando o ‘top-3’ os 1.357 novos registos de Audi A3 1.6 TDI Sportback Attraction 5p 105cv, derivativo que está à venda por 30.500 euros.

Fotos: Renault e Audi
Seguem-se na lista de “Os Mais Vendidos de 2012” propostas diversas e mais de acordo (?!?) com a parca carteira dos cada vez mais ‘esmifrados tugas’, como o Fiat Punto, o Peugeot 208, o Opel Corsa, Renault Megane, VW Polo, Toyota Yaris, etc. 

Ou seja, no nosso Portugal sobre-endividado e que em 2012 se viu cortado à esquerda (mais) e à direita (menos) em tudo o que mexia com cifrões, dois dos três carros mais vendidos no mercado entre Janeiro e Dezembro custam o dobro do outro, que estoicamente se bateu pela contenda, dando nova alegria – um pouco mais contida, é certo – à Rede de Concessionários Renault e à própria marca francesa. 

Isto num mercado que deu um ‘trambolhão do camandro’, levando-nos de regresso aos números de meados dos anos 80 do século passado, pouco passando os 95.000 automóveis ligeiros de passageiros! A título de referência, em 2011 venderam-se cá no burgo cerca de 153.000 carros e um ano antes 223.000, volumes muito longe dos anos dourados do mercado nacional – 1999 e 2000 – quando se ficou muito perto dos 300.000 carros novos. 

Refira-se também que o mercado das duas rodas beneficiou um pouco com a razia no das quatro, pois como “quem não tem cão caça com gato” e à falta de um carrito novo (ou considerando o dispêndio de dinheiro com um usado com mais ou menos anos) ainda houve uns ‘tustos’ para comprar uma moto. Aqui a Honda esteve em grande, dominando a seu belo prazer as várias categorias que compõem este mercado. 

E pronto! Prometo voltar aos temas do “faz de conta que tenho muito dinheiro” e que “vivo num Mónaco ou Abu Dhabi à Portuguesa” e trago-vos o que de melhor se comprou em 2012. Um verdadeiro luxo, diga-se! 

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve! 

José Pinheiro 

Notas: 1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes. Os restantes membros deste ‘blog’ não têm obrigatoriedade de partilhar dos mesmos pontos de vista; 2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

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SURFING TIME @ BALI - INDONÉSIA


Nova Rubrica - TRENDY BRANDS


Carlos Aniceto vai assinar a nova rubrica Trendy Brands. Neste momento a tirar a licenciatura em Design Gráfico e Multimédia, frequentou durante três anos o curso de Técnico de Comunicação, Marketing, Relações Públicas e Publicidade, estagiou numa agência de publicidade e é o designer do Trendy Mind. 

Desde novo que as suas atenções estão viradas para a área da comunicação e imagem, tomando especial atenção a logótipos, anúncios, outdoors, cartazes e tudo o que faz parte deste mundo que todos os dias nos rodeia e por vezes nem nos apercebemos disso. 

É esta paixão que nos quer mostrar nesta rubrica. Todo o mundo das imagens das marcas, da publicidade e dos diferentes tipos de comunicação das empresas que nos rodeiam diariamente.


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BE NATURAL



UMA ACÇÃO COM ESTILO


O Trendy Mind junta-se à equipa de Futsal Feminino do GDA e solicita o apoio de toda gente para esta causa. Todo o tipo de ajuda é bem vinda!


ACNE


Neste artigo vamos falar um pouco sobre uma doença dermatológica que tanto preocupa a imagem, em especial, dos jovens/adolescentes… Sim, é mesmo isso que está a pensar, a acne. 

É uma patologia que ocorre na unidade pilo-sebácea, é única no ser humano e atinge em 85% dos casos, idades compreendidas entre os 12-25 anos. Esta unidade pilo-sebácea, que se abre em cada poro da pele, é formada por um folículo piloso e uma glândula sebácea, responsável pelas secreções oleosas. Estas secreções ajudam a remover as células mais antigas, lubrificam e protegem da secura da pele. Quando tudo é secretado na dose certa, não há problema… Mas quando se ultrapassa o limite e a quantidade certa transborda, aparecem as tais borbulhinhas. Mas porquê? Bem, quando a secreção é em demasia, os poros podem ocluir e a expulsão de impurezas, células mortas e bactérias fica comprometida. Assim se formam as borbulhas ou os pontos negros que em linguagem médica se denominam pústulas (quando têm pus), comedão aberto (vulgares “pontos negros “ que têm esta cor devido à oxidação do conteúdo em contacto com o ar) e comedão fechado (ou acne retencional). 

A acne pode ter várias causas e ser de vários tipos. Pode ter origem em distúrbios hormonais, no Síndrome do ovário policístico, no stress, numa alimentação com predomínio de alimentos refinados e gorduras saturadas, cosméticos oclusivos, derivados do petróleo, grandes níveis de humidade e alguns fármacos como os esteroides. A radiação ultravioleta por um lado piora, provocando a hiperplasia das glândulas sebáceas, e por outro lado melhora, diminuindo a proliferação da bactéria P. acnes que muitas vezes está na origem da acne. Os vários tipos de acne são a neonatal, a infantil, a comedónica, a pré-menstrual, a escoriada (típica de pessoas ansiosas), a inversa, a fulminante (com predomínio nos atletas que usam androgénios), a cosmética, entre outras. 



Quer aprender a tratar estas lesões que chateiam tanto? Então pode começar já a apontar. Limpe a pele com um sabonete de glicerina ou um gel próprio para peles oleosas, 1 ou 2 vezes por dia, mesmo depois de praticar exercício físico, mas atenção, não abuse nas lavagens já que em excesso pode agravar ainda mais. Retire sempre a maquilhagem antes de dormir e tente usar sempre maquilhagem não-comedogénica. Não esprema as lesões e, se o seu cabelo for muito oleoso, lave-o todos os dias. Se tudo isto não funcionar, no caso de se mulher, poderá ter que tomar a pílula, se a origem for hormonal ou tiver um ovário policístico, ou tomar medicação tópica/intra-lesional e/ou sistémica. Para além destes medicamentos também se poderá fazer um peeling químico, usar laser de resurfacing ou fototerapia com luz azul. Existem vários tratamentos no mercado adaptados a cada tipo de pele e grau de acne, é só informar-se!



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AZAMBUJA'S MAY FAIR


Cortiça Portuguesa em Carris Polacos


Olá a tod@s, 

A cortiça Nacional continua em alta! 

Um sistema de piso em cortiça altamente inovador, desenvolvido pela Corticeira Amorim, foi aplicado no Inspiro, o metro ecológico da Siemens, disponível em primeiríssima mão na capital polaca, Varsóvia. 

Assim sendo, o Inspiro beneficia em isolamento térmico e acústico - ficando bastante mais acolhedor - torna-se mais leve (cerca de 30%) e ainda obtém capacidade extra de passageiros, sendo que o número de carruagens pode variar entre as três e as oito unidades.





"O Inspiro consome menos energia, influenciado por uma série de medidas de eficiência, entre as quais o inovador sistema de piso AluCORK, da Amorim Cork Composites", explica a Corticeira Amorim, que acrescenta que se trata de um piso "leve, durável e de elevada performance técnica". 

Segundo a Corticeira Amorim, a escolha do AluCORK pela Siemens deveu-se ainda ao facto "de se tratar de um piso de cortiça, um material sustentável e reciclável, num veículo que se pretende reciclar praticamente na totalidade após uma vida útil de 40 anos". 

Os primeiros 35 veículos serão entregues em breve ao metro em Varsóvia.

Dia dos Namorados: Sugestão


O Dia dos Namorados aproxima-se e começam as sugestões para o presente a dar à cara-metade. 

A primeira recai sobre Luís Onofre. O conhecido designer, português, de sapatos, da qual a Princesa Letizia é fã incondicional, criou exclusivamente para o Dia de S.Valentim várias caixas concebias para colocar a bebida favorita da sua cara-metade. 

Após o sucesso das caixas exclusivas de 2012, que eram apenas para sapatos, Onofre ousou e concebeu caixas únicas, totalmente artesanais e forradas com tecidos personalizados que vão do veludo ao cetim, passando pelos crocos, para garrafas e, continuou também com as caixas de sapatos. 

Para adquirir a caixa exclusiva para a bebida do mais que tudo, ou da mais que tudo, basta ir à loja online de Luís Onofre e fazer a encomenda. O preço de cada caixa é 207€. 

Classe, requinte e ousadia envoltos numa garrafa. Parece-me uma bela combinação para, por exemplo, os amantes de Vinho.









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@ LISBON FASHION WEEK


Top 10 Livros - 2012


A revista Ler deste mês apresenta-nos boas razões para relembrar 2012 citando os 25 livros do ano. Desde a ficção ao ensaio, da poesia à banda desenhada. Deixo-vos os primeiros 10 títulos. Boas Leituras!!


1.º “O Varandim seguido de Ocaso em Carvangel”, de Mário de Carvalho 

«Numa e noutra novela, o escritor explora os vícios humanos num tempo que se adquire como passado mas que, ao contrário de datar, lhes confere antes uma intemporalidade inquietante. […] O Varandim Seguido de Ocaso no Carvangel são duas novelas [que] contêm uma densidade avassaladora que agarra o leitor numa teia da qual só sai, com um sorriso amargo que é o da ironia trágica de Carvalho, no derradeiro ponto final. É o teste da grande literatura: felizes dos que não saem ilesos.» Isabel Lucas, Público


2.º “A Piada Infinita”, de David Foster Wallace

« A Piada Infinita, lançado em 1996, é um romance sobre depressão e várias outras desordens mentais e físicas, sobre família, consumos compulsivos, drogas, indústria do entretenimento, terrorismo e agências de segurança e mil outros subtemas explorados pelo autor com a minúcia de um pesquisador de nanopartículas. [...] Por tudo isto, A Piada Infinita é um desafio ao qual poucos leitores conseguem aceder por completo, mas um feito extraordinário, que ficará na história da literatura.» Filipa Melo, Sol



3.º “O Lago” de Ana Teresa Pereira 

«Aos que pudessem achar que a escrita da autora se estava a enredar de modo quase previsível nas suas próprias obsessões, O Lago vem provar que não é exatamente assim. O deserto cresce, confundindo-se com a neve, e a trama deste livro resume-se ao encontro entre um dramaturgo/autor e uma “dançarina ferida” que, ao tornar-se atriz e amante do primeiro, se coloca à mercê de um deus sinistro, alguém que só podia amar “um ser criado para ele” e que “não separa o palco da vida”.» Manuel de Freitas, Atual


4.º “Blankets”, de Craig Thompson 

«Ao contar esta história das pequenas brutalidades que os pais infligem a seus filhos e os irmãos uns aos outros, Thompson descreve a agonia e o êxtase da obsessão (por Deus, por um amor) e não teme denunciar os caminhos pelos quais a obsessão consome a si mesmo e evapora-se.» The New York Times Review of Books




5.º “Não é Meia Noite Quem Quer”, de António Lobo Antunes 

«Se é verdade que o seu modo de as contar está bem mais perto da “livre associação” freudiana do que da lógica diurna do saber consciente, nem por isso estamos em presença do mero registo fragmentário ou, muito menos, da incontinência verbal. O romancista está em controlo, e a “mão” não está em roda livre. Por muito que ele possa sonhar com a mudez que distingue o “irmão surdo”, uma das personagens que dá vida ao livro. Afinal não é meia noite quem quer.» Ana Cristina Leonardo, Expresso


6.º “Contos Escolhidos”, Isaac Babel 

«A obra de Babel cheira a guerra e cavalos, cebolas e arenques, fome e sangue. A escrita fragmentária, paradoxal, na qual a comicidade casa com a crueldade, sai reforçada por associações surpreendentes, incoerências, repetições, construções em elipse. Regada com um humor mordaz e colorido, é uma escrita telúrica (e, nesse sentido, bem russa) que tanto nos horroriza como nos faz soltar gargalhadas.» Margaret Drabble, The Guardian



7.º “Vida no Campo”, de Álvaro Domingues 

«Vida no Campo não é uma, são muitas janelas abertas em simultâneo. Perdidos os nexos estáveis que desvendavam o filme-narrativa da realidade do rural, o actual contexto de mudança acelerada está a desmultiplicar até ao infinito as representações sobre a ruralidade: a pos-, a neo-, a des-ruralizacão. A leitura do rural redistribui-se e dissipa-se em múltiplas esferas, ou, então, é condensada e fantasiada numa só. É impossível manter todas estas janelas abertas em simultâneo e daí nasce uma crise de sentido. É difícil reaprender o rural e sobre ele construir novas identidades» Dafne Editora



8.º “A Confissão da Leoa”, de Mia Couto


«Tendo em conta os contornos da narrativa, atravessada por cosmogonias, lendas, crenças e sonhos premonitórios, havia o risco de Mia Couto cair em estereótipos – ou, pior ainda, nas armadilhas do realismo mágico. Felizmente, tal não acontece. Sobretudo, afigura-se subtil e inteligente o modo de empurrar o leitor para o verdadeiro tema deste romance, que não é a caça (essa “alucinada vertigem” que acontece nas “costas da razão”), nem o receio da força bruta animal ou a “gestão das coisas invisíveis”, mas a trágica e “infindável” guerra entre homens que sempre abusaram do seu poder e mulheres educadas para a renúncia.» José Mário Silva, Expresso


9.º “Um dia na vida de Ivan Deníssovitch” de Aleksandr Soljenítsin 

Foi o primeiro romance publicado na União Soviética relatando a vida nos campos de trabalho dos prisioneiros políticos e a repressão estalinista. Nessa altura, em 1962, embora causando grande polémica interna, a obra foi saudada em todo o mundo como símbolo da nova literatura russa e da abertura krutcheviana. Mas em 1974 Soljenítsin viria, depois de expulso da União dos Escritores, a ser detido e deportado. «Pela imensidão do testemunho, o rigor da arquitetura, o fôlego épico, a riqueza da emoção, a força da ironia, Soljenítsin impôs-nos a sua marca.» Georges Nivat, professor e historiador.




10.º “Estação Central”, de José Tolentino Mendonça 

«Esta é a mais paradoxal das colectâneas do poeta, porque a questão central da “santidade” aparece muito associada ao “lodo”. A geografia nova-iorquina invade os poemas, Greenwich Village, os parques, o rio Hudson, ou o Chelsea Hotel, convocado como “a última morada de Deus” […] os poemas assemelham-se por vezes a salmos ou hinos, mas com referências contemporâneas, ao cinema de Panahi e às canções de Bonnie “Prince” Billy. Existem em estado de contradição, e tanto defendem que a sabedoria consiste em “nada omitir”, como se baseiam em omissões e elisões.» Pedro Mexia, Expresso