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Fototerapia


Fototerapia para melhorar a qualidade do sono e bem-estar

A exposição à luz pode levar o nosso relógio biológico a adiantar ou a atrasar, isto é, pode afectar os nossos ciclos diários de vigília / sono.

Devido à invenção da lâmpada eléctrica no final do século XIX, hoje em dia estamos expostos a muito mais luz à noite. Esta tendência relativamente recente de exposição à luz é, muito provavelmente, responsável por perturbar os nossos padrões de sono. Assim, exposição à luz ao início da noite tende a atrasar o nosso relógio biológico levando a que comecemos a dormir cada vez mais tarde.


De notar que esta luz artificial com que os nossos olhos são confrontados provém não apenas de candeeiros, mas também directamente de televisões, computadores, tablets ou telemóveis.

Em termos de impacto na saúde, estas oscilações artificiais na luminosidade a que estamos expostos, pode levar a sérios distúrbios do sono, da termoregulação, da pressão arterial e do equilíbrio glicémico.

Em conclusão, deve-se reduzir gradualmente a luminosidade a que estamos expostos antes de dormir e durante a noite o quarto deve estar na maior escuridão possível.

Por outro lado, ao reiniciar uma nova fase de vigília, muito frequentemente sentimos muita dificuldade em acordar verdadeiramente porque, apesar de ainda ser noite ou o nosso quarto estar mergulhado na penumbra, o despertador toca para nos obrigar a levantar da cama.

Exactamente para dar resposta a esta necessidade fisiológica foram desenvolvidos equipamentos para uso doméstico, com base em investigação científica, que procuram imitar os ciclos naturais de luminosidade. Tratam-se de pequenos candeeiros que emitem luz que vai gradualmente, durante cerca de 30 minutos, diminuindo (ou aumentando) de intensidade e de cor (variando entre o vermelho e o amarelo) – à semelhança do que acontece com o sol. A título de exemplo, uma das empresas que se dedica à investigação nesta área é a Philips.



Nota: em caso de distúrbios graves do sono não deve automedicar-se e deve consultar o seu médico.

Exposição Solar e Cancro


Agora que chega o verão, surge a tentação de passar longas horas ao sol – as consequências, para além das estéticas como o envelhecimento prematuro da pele e os clássicos escaldões, a médio prazo podem ser bem mais dramáticas: cancro! 

O cancro da pele é o mais comum dos cancros, entre os vários tipos de cancro da pele, o melanoma é o mais grave. O cancro da pele foi responsável pela morte de 80.000 pessoas em 2010. Em Portugal surgem, anualmente, cerca de 700 novos casos de melanoma maligno. Nos países ocidentais, todos os anos o número de casos de melanoma tem aumentado. Neste momento, estima-se que uma em cada cinco pessoas venha a desenvolver cancro da pele. No entanto, é de cura fácil caso seja diagnosticado e tratado precocemente. 

Se hoje em dia a maioria das mulheres e homens (!) já estão sensibilizados para a necessidade da auto-palpação para despiste de caroços suspeitos na mama – a verdade é que a responsabilidade de prevenção e auto-vigilância no que respeita a indícios de cancro da pele também deve ser responsabilidade de cada um de nós e na relação com aqueles que nos são próximos. A Skin Cancer Foundation recomenda auto-avaliações mensais.

Os principais indícios que devem levar à suspeita são: feridas de difícil cicatrização, pele descolorada, sinais existentes que passam a ter contorno irregular, aumentam de tamanho ou mudam de textura, lesões que sangram ou dão comichão. Ou seja, o cancro da pele pode ter diferentes apresentações e não apenas a dos clássicos sinais.

Durante o auto-exame da pele pode ser seguido o critério de avaliação ABCDE: Assimetria, Bordo irregular, Cores múltiplas, Diâmetro superior a 6 mm, Evolução.

Em resumo, a responsabilidade de vigilância reside em cada um de nós e em caso de suspeita deve-se recorrer de imediato a um médico – idealmente dermatologista.