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Se é Corredor, Oiça o seu Corpo : Lesões Frequentes em Corredores


Agora que os dias começam a alongar-se e as nuvens a dissiparem-se para dar lugar à verdadeira Primavera, muitos serão aqueles que dão largas á sua paixão pela corrida. Mais não seja porque o Verão vem logo a seguir, e a corrida é uma óptima forma de melhorar um pouco a forma física bem como perder alguma peso.




Mas quer esteja a continuar, e sobretudo se estiver a começar, é fácil entrar em alguns devaneios e meter-se em exageros no que toca à distância ou ao tempo que corre, bem como cometer alguns erros em relação ao equipamento ou á escolha do percurso. Existem muitas variáveis, e não raras vezes o que poderia tornar-se um hábito saudável, culmina em lesão e muito provavelmente a necessidade de parar, menos tempo ou mais tempo conforme a gravidade e a lesão. 

Estas são as mais frequentes:

Síndrome da Banda Iliotibial – é uma lesão que produz dor na face externa do joelho afectado quando corre, ao descer escadas ou uma rampa inclinada, mas não está necessariamente presente quando anda em superfícies planas, está deitado ou sentado, ou ao longo do dia de forma geral. Pauta-se pela lesão da dita banda ilio-tibial (que vem desde a zona glútea até ao joelho) na zona do joelho, por fricção numa zona do fémur que é proeminente. Costuma ocorrer porque a intensidade do treino é exagerada ou aumentada muito rapidamente, por fraqueza de alguns músculos estabilizadores da anca, ou por uma passada muito pronada (que pode ter varias razões); 

Tendinopatias Rotuliana e Aquiliana – Ocorrem como o nome indica, no Tendão Rotuliano (joelho) e no Tendão de Aquiles (por cima do tornezelo, na parte de trás). Ocorrem quando estão a ser demasiadamente esforçados, e podem ser várias as razões. Desde, os músculos a que estão conectados entrarem frequentemente em grande fadiga, a uma postura corporal errada durante a corrida, ao típico sobreuso, ou um aumento muito grande e rápido na intensidade dos treinos, o uso de ténis incorrectos ou passar de ténis minimalistas para amortecidos e vice-versa. É importante acautelar o tratamento destas situações, pois tornando-se crónicas, a sua resolução é muito mais difícil, senão impossível.

Fascite Plantar – Um problema muito perturbador e por vezes muito doloroso, na planta do pé. Antes de mais, o nome não deveria terminar em “íte” pois muito raramente a inflamação ocorre, e quando a há, é o menor dos problemas. Não há uma razão objectiva para o aparecimento deste problema, são sempre vários os contribuidores: desde um pé com uma passada excessivamente pronada ou excessivamente supinada (sim é mentira, a fascíte não é exclusiva dos pés com pronação excessiva), fraqueza de certos músculos da perna e pé, traumatismo (i.e. pisar uma perna), ténis incorrectos em termos da rigidez da sola, estabilidade e amortecimento que oferecem, etc.

Síndrome de Stress Tibial – Também conhecida por “Canelíte” e Periostite Tibial. Constitui-se por dor na zona interna da canela durante a corrida, mas pode também ocorrer durante o simples andar, ou até parado. Pode ser importante realizar um diagnóstico diferencial com exames complementares como o Raio-X ou Ressonância em algumas situações. Esta situação é muito frequente em todos os desportos que impliquem muito movimento com os membros inferiores. Ténis muito desgastados e um grande aumento na intensidade do treino num curto espaço de tempo são os principais suspeitos.

Outros problemas 

O que acabei de descrever são situações relativamente concretas. Mas existem outras questões que não têm de dar propriamente dor e provocar incapacidade, mas que são muito importantes ter em conta, pois são factores de risco lesivo, nomeadamente; 

Equilíbrio – A corrida é um desporto predominantemente linear, isto é, passa-se praticamente em sempre em linha recta, mesmo nos trails. Por isso mesmo, mas ao contrário do que se poderia pensar, o equilíbrio nos corredores costuma ser pouco eficaz. Isto conduz a uma maior probabilidade de lesão quando muda o piso em que corre e quando está mais cansado e é um grande factor de risco para entorses do tornozelo, entre outros problemas. 

Densidade Muscular – Lá porque os corredores costumam ser magros, não significa que não tenham musculo. Bem pelo contrário, têm musculo e este é muito resistente. Isso significa que é extremamente aconselhável realizar um bom trabalho de força muscular a fim de aumentar a constituição dos músculos. Um músculo até pode ser grande, mas não ser denso. E um músculo mais bem constituído vai aguentar muito melhor a energia do impacto de cada passada que dermos. 

Postura – É importante que tenha noção de como o seu corpo está posicionado enquanto corre. Vai influenciar a mecânica da sua forma de correr. Uma das características mais habituais é a anteriorização da cabeça, ou seja uma postura “head-chasing”, em que dá a ideia de estarmos a “perseguir” a nossa cabeça. Procure levantar a cabeça e porventura não dobrar tanto o tronco para frente enquanto corre. 

De uma forma geral, oiça o seu corpo. Alongue correctamente no final das corridas, dê o descanso devido e durma bem, hidrate bem durante o dia (não apenas imediatamente antes e depois de correr) e nada de exagerar nos treinos. Ninguém se torna um Carlos Lopes em 2 ou 3 meses!

O “Text Neck” - O seu pescoço tem-lhe enviado sms?


Que conduzir enquanto usa o telemóvel era ilegal e potencialmente perigoso, já todos sabíamos. Que as radiações emitidas por estes aparelhos poderão potencialmente envolver algum tipo de risco, também. Que as costas, e sobretudo o pescoço, são particularmente afectadas, nem tanto.


Fisioterapeutas e Médicos já o sabiam no entanto, e desde à muito que vão dando o alerta aos seus utentes. Agora, finalmente, um médico norte-americano (apesar do nome suspeito, Kenneth Hansraj) parece ter estudado especificamente o efeito nas estruturas do pescoço em várias amplitudes de flexão da coluna cervical, comuns durante a utilização de aparelhos portáteis como telemóveis e tablets. Dados que permitem finalmente, fundamentar os avisos com informação concreta. 

E que conclusões temos?

Basicamente, que os 4,5kg a 5,5kg que a cabeça humana pesa em média, originam um peso de mais de 22kg que os músculos, ligamentos e discos intervertebrais têm de suportar e contrariar, se tiver o pescoço flectido a 45°. Dobre mais 15°e verá a parada subir 5kg: aos 60° são 27kg de pressão (1). É como ter 4 ou 5 bolas de bowling em cima da cabeça. 

Não seriam valores particularmente alarmantes, dado que são posições do pescoço, perfeitamente normais, e nas quais nos posicionamos várias vezes ao longo do dia. Mas mais uma vez, como em muitas coisas no nosso corpo, o problema é a repetição do movimento e/ou a manutenção do mesmo. E segundo uma publicação da Harvard Medical School (2), passamos um total diário de 2 a 4 horas a utilizar o telemóvel ou outros dispositivos semelhantes. 

É esta particularidade que torna tudo problemático, válido quer esteja de pé ou sentado. E se notarmos bem, os mais jovens têm a tendência de passar mais tempo a utilizar estes dipositivos, o que os coloca como grupo de risco em problemas posturais a longo prazo: estão numa fase pedagógica em que deve ser incutida uma boa “higiene postural” sob pena de, no futuro, manterem e agravarem as posturas incorrectas que adquiriram. 

Não esqueçamos também que esta questão é concomitante às restantes posturas incorrectas em que todos nós nos colocamos durante o dia-a-dia. É o posto de trabalho ao computador, é a condução do automóvel, é o uso da mochila num só braço, etc. O que potencia um padrão de movimento e postural ainda mais desviante do ideal. É tudo a ajudar à festa!


Então agora vou ter de evitar utilizar 
o meu telemóvel ou tablet? 

Nada disso. São ferramentas de comunicação e produtividade imprescindíveis hoje dia. É quase impensável limitar o seu uso, até porque há forma de evitar estes problemas no pescoço. Deverá somente disciplinar-se nalgumas alternativas às posições mais curvadas que eventualmente usa, mas que vão permitir ter uma igual visibilidade e acesso do ecrã: 
  • Opte por manter a cabeça mais erguida, semelhante a estar a olhar em frente, e baixe antes o olhar; 
  • Levante mais a mão em que tem o dispositivo; 
  • Se tiver tempo, evite fazer no telemóvel o trabalho que puder ser feito num computador. 
Há algo mais que possa fazer? 
Realmente já tenho tido dores…

Claro que sim. Para começar aplique-se mesmo nas correcções que mencionei em cima. O 1º passo nas lesões por repetição, é sempre eliminar o estímulo lesivo. Depois, existem alguns alongamentos e exercícios que poderá fazer ao longo do dia. Ficam as sugestões. 

Para alongar a musculatura do pescoço poderá começar por aqui: 
Note que neste 2º vídeo, há inclinação mas não a rotação.
Como exercícios, estes são 2 bons exemplos:
  • Exercicio 1
  • Utilize as mãos para fazer resistência enquanto estica a cabeça para trás conforme na figura.

Existem bastantes mais exercícios e todo um trabalho mais global mas que dada a complexidade exigida no controlo do corpo, não são adequados para realizar sozinho. Se não sentir melhoras com estas dicas, não conseguir executar correctamente ou achar que necessita de um trabalho mais pormenorizado, não hesite em dirigir-se a um Fisioterapeuta credenciado. Este melhor que ninguém, saberá o que avaliar, diagnosticar e planear uma intervenção adequada à sua situação.



Referências Bibliográficas 

1 Hansraj, K.K. (2014). Assessment of Stresses in the Cervical Spine Caused by Posture and Position of the Head. Surgical Technology International, 25, 277-279. 

2 Harvard Editorial Board (2014). How to soothe a sore neck. The Essentials are icing and heat, gentle therapeutic exercise, and good posture. Harvard Mens Health Watch, 18(11), 5.



A Sociedade Sentada - Parte 2


Vou começar este texto com uma sugestão, que pode simultaneamente, ser educativa e razão para umas boas gargalhadas: Quando estiver numa estação de comboio, metro, paragem de autocarro, ou num qualquer sítio onde haja bastantes pessoas paradas e em pé, observe-as com atenção (pode desviar o olhar se a coisa se estiver a tornar… estranha). Repare na altura de cada ombro, sobretudo naquele que leva a mala ou a mochila; repare se a cabeça está muito para a frente, na zona do pé que toca primeiro no chão quando anda, se tem as pernas arqueadas como o Charlie Chaplin. Com certeza encontrará muitas características com as quais se divertir assim que se aperceber delas.

Figura 1 Observe a postura dos outros. Evite o que vir de errado.
Mas, obviamente, a minha intenção aqui não passa por querer promover no leitor a vontade de gozar com pobres desconhecidos. Deixo isso para um Bruno Nogueira, Salvador Martinha ou outros que tais. 

E se lhe disser que em boa parte desses casos, essas posturas são culpa da própria pessoa? Do seu descuido mas, também claro, desconhecimento? Tenho a sua atenção? Bom, admito que talvez não surpreenderei muito o leitor com tal facto. Mas, caso tenha tido a oportunidade de ler a Parte I deste “A Sociedade Sentada”, estará com certeza já a supor que há um grande número de coisas a sucederem no nosso corpo, de um ponto de vista mais mecânico, quando nos mantemos demasiado tempo sentados ou simplesmente inactivos; o que contribui muitíssimo para aquelas posturas desviantes do ideal. E essas sim, podem ser surpreendentes.

Figura 2 Músculo Psoas-Ilíaco
Desde logo, os fenómenos mais fáceis de constatar, são a atrofia e o encurtamento musculares. Quando se procura explicar uma alteração da forma ou da função de um músculo, órgão, ou a perda ou o aperfeiçoamento de uma habilidade humana, é frequente aplicar-se a expressão anglo-saxónica “use it or lose it” – “utiliza-a ou perde-a”. A atrofia e encurtamento musculares, são exemplos paradigmáticos desta máxima. A posição de sentado, inclui uma flexão da anca a cerca de 90° que deixa os músculos Quadricípite e Psoas-Ilíaco numa posição muito encolhida o que, aliado às muito poucas e fracas contracções musculares, conduz à diminuição dos seus comprimentos, elasticidade, flexibilidade e massa muscular. Isto é particularmente pernicioso no (carismáticamente chamado) Psoas-Ilíaco porque possui fortes inserções na vertebras lombares.

Figura 3 Músculo Psoas-Ilíaco encurtado
Outras estruturas particularmente afectadas com a imobilidade e uma postura mantida ao longo do tempo, são os Discos Intervertebrais. Estruturas com 70 a 90% de água na sua constituição, perdem grande parte da mesma ao longo do dia e a manutenção de determinada posição por muito tempo, intensifica a saída de água do disco nos locais que vão estando sobrecarregados. Somando ao encurtamento daquele tal músculo com estranho nome, temos um cocktail quase perfeito de predisposição à lesão de uma estrutura óssea, muscular, ligamentar ou nervosa na região lombar.



Figura 4 O efeito de quatro posturas no disco intervertebral medido entre a 3ª e 4ª vértebras lombares.
 A pressão na posição de pé representa 100%.
Figura 5 Músculo Transverso 
do Abdómen. Tecido conjunctivo 
a branco, tecido muscular 
propriamente dito a vermelho.
E digo quase, porque existe um terceiro interveniente neste “trio maravilha”. É um músculo, e chama-se Transverso do Abdómen. Sendo uma musculatura profunda do abdómen, não deve ser confundido com o músculo “da barriga” (Grande Recto do Abdómen) que todos gostariam de ter mais, ou menos, bem delineado qual “six pack”. O Transverso tem um papel fundamental na estabilização da coluna e do tronco em geral. Contrai (não conscientemente) uns instantes antes de qualquer movimento que façamos para manter ou aumentar ligeiramente a pressão intra-abdominal, estabilizando a coluna, e está frequente afectado na sua função. Porquê? Corpo muito tempo imóvel, ou com pouco movimento. Se na maior parte do tempo, o corpo estiver quieto, apoiado e estabilizado numa cadeira ou sofá, o Transverso não é solicitado para contrair dado que esse trabalho esta a ser feito pela cadeira ou sofá. E como era mesmo? Use it or lose it, não é verdade?

Outro facto importante prende-se com a respiração. A quantidade de respiração, por assim dizer. A falta de actividade, a curto e médio prazo vai conduzir a uma diminuição dos volumes respiratórios, isto é, a quantidade de ar que se inspira e expira. Isto acontece porque, não havendo necessidade de respirar grandes quantidades de ar (i.e. durante a realização de exercício físico), o pequeno e pouco movimento nas articulações costo-vertebrais (entre costelas e vertebras) suscita um aumento da rigidez nas mesmas, acabando a longo prazo, por diminuir a amplitude de movimento que fazem. 

Além disto, ocorre também uma atrofia da musculatura respiratória, algo que influencia novamente a coluna agora por via do músculo Diafragma, outra peça chave no puzzle das dores de costas, dado que através da sua contracção aquando da inspiração, faz aumentar a pressão intra-abdominal uma pouco à semelhança do músculo Transverso do Abdómen, estabilizando o tronco.

Figura 6 Exemplo simplificado 
de articulação com membrana 
sinovial
E se quiser manter as suas articulações saudáveis, está na hora de se mexer, mesmo que no sitío em que está sentado. A lubrificação e nutrição das cartilagens só ocorre por estimulação de uma estrutura chamada Membrana Sinovial. E o que é que isto significa? A membrana é uma estrutura que circunda as articulações e que produz um líquido (sinovial) lubrificante e com os compostos necessários à preservação das articulações. A produção e absorção desse “WD-40 natural” dá-se apenas se a articulação se mover, esticando e dobrando a dita membrana. O franco retorno venoso é outro ponto importante. As varizes, a título de exemplo, não surgem somente nas pernas de quem passa muito tempo em pé, mas também muito tempo sentado. Lembre-se, a gravidade puxa tudo para baixo, o sangue não é excepção, e tenderá a acumular-se no fim do corpo. É por isso que quando sofre uma entorse um dos passos da recuperação passa por manter o pé elevado, de forma a facilitar a movimentação do sangue e fluídos inflamatórios.

Por certo também, já ouviu e conhece alguém com “dor ciática”. Então levante-se. Uma das causas da mesma (apesar de, com esta origem, não ser clinicamente correcto chamar dor ciática) prende-se com a irritação ou encurtamento de um músculo chamado Piramidal da Bacia. Este pequeno músculo localizado profundamente na zona glútea está atrás do nervo ciático, havendo uma pequena percentagem de pessoas nas quais o nervo atravessa mesmo o músculo. Passar muito tempo sentado, como que esmaga o Piramidal, além da posição das pernas adoptada pela maioria de nós quando sentados, facilitar o seu encurtamento. Isto conduz à diminuição do seu comprimento, ao inchaço pela inflamação, e até ao espasmo, bloqueando o movimento do nervo e/ou comprimindo-o, produzindo-se assim a sintomatologia habitual de dor ao longo da face posterior da coxa. 

É um verdadeiro manancial de problemas, o que advém do estilo laboral contemporâneo independentemente do sector, seja na indústria, nos serviços, no desporto, na agricultura ou outro qualquer. Mas também da forma como desfrutamos do nosso tempo livre. Falamos de hábitos, no fim de contas. Os aqui problemas aqui citados são apenas alguns e mais comuns. E movermo-nos tem de ser o mote para o dia-a-dia. A par do sedentarismo e da inactividade física, as posturas mantidas e movimentos repetitivos são talvez dos maiores males dos tempos em que vivemos, no que à nossa condição física diz respeito. Só que, saúde no futuro passa pela saúde no presente.

Fototerapia


Fototerapia para melhorar a qualidade do sono e bem-estar

A exposição à luz pode levar o nosso relógio biológico a adiantar ou a atrasar, isto é, pode afectar os nossos ciclos diários de vigília / sono.

Devido à invenção da lâmpada eléctrica no final do século XIX, hoje em dia estamos expostos a muito mais luz à noite. Esta tendência relativamente recente de exposição à luz é, muito provavelmente, responsável por perturbar os nossos padrões de sono. Assim, exposição à luz ao início da noite tende a atrasar o nosso relógio biológico levando a que comecemos a dormir cada vez mais tarde.


De notar que esta luz artificial com que os nossos olhos são confrontados provém não apenas de candeeiros, mas também directamente de televisões, computadores, tablets ou telemóveis.

Em termos de impacto na saúde, estas oscilações artificiais na luminosidade a que estamos expostos, pode levar a sérios distúrbios do sono, da termoregulação, da pressão arterial e do equilíbrio glicémico.

Em conclusão, deve-se reduzir gradualmente a luminosidade a que estamos expostos antes de dormir e durante a noite o quarto deve estar na maior escuridão possível.

Por outro lado, ao reiniciar uma nova fase de vigília, muito frequentemente sentimos muita dificuldade em acordar verdadeiramente porque, apesar de ainda ser noite ou o nosso quarto estar mergulhado na penumbra, o despertador toca para nos obrigar a levantar da cama.

Exactamente para dar resposta a esta necessidade fisiológica foram desenvolvidos equipamentos para uso doméstico, com base em investigação científica, que procuram imitar os ciclos naturais de luminosidade. Tratam-se de pequenos candeeiros que emitem luz que vai gradualmente, durante cerca de 30 minutos, diminuindo (ou aumentando) de intensidade e de cor (variando entre o vermelho e o amarelo) – à semelhança do que acontece com o sol. A título de exemplo, uma das empresas que se dedica à investigação nesta área é a Philips.



Nota: em caso de distúrbios graves do sono não deve automedicar-se e deve consultar o seu médico.

Exposição Solar e Cancro


Agora que chega o verão, surge a tentação de passar longas horas ao sol – as consequências, para além das estéticas como o envelhecimento prematuro da pele e os clássicos escaldões, a médio prazo podem ser bem mais dramáticas: cancro! 

O cancro da pele é o mais comum dos cancros, entre os vários tipos de cancro da pele, o melanoma é o mais grave. O cancro da pele foi responsável pela morte de 80.000 pessoas em 2010. Em Portugal surgem, anualmente, cerca de 700 novos casos de melanoma maligno. Nos países ocidentais, todos os anos o número de casos de melanoma tem aumentado. Neste momento, estima-se que uma em cada cinco pessoas venha a desenvolver cancro da pele. No entanto, é de cura fácil caso seja diagnosticado e tratado precocemente. 

Se hoje em dia a maioria das mulheres e homens (!) já estão sensibilizados para a necessidade da auto-palpação para despiste de caroços suspeitos na mama – a verdade é que a responsabilidade de prevenção e auto-vigilância no que respeita a indícios de cancro da pele também deve ser responsabilidade de cada um de nós e na relação com aqueles que nos são próximos. A Skin Cancer Foundation recomenda auto-avaliações mensais.

Os principais indícios que devem levar à suspeita são: feridas de difícil cicatrização, pele descolorada, sinais existentes que passam a ter contorno irregular, aumentam de tamanho ou mudam de textura, lesões que sangram ou dão comichão. Ou seja, o cancro da pele pode ter diferentes apresentações e não apenas a dos clássicos sinais.

Durante o auto-exame da pele pode ser seguido o critério de avaliação ABCDE: Assimetria, Bordo irregular, Cores múltiplas, Diâmetro superior a 6 mm, Evolução.

Em resumo, a responsabilidade de vigilância reside em cada um de nós e em caso de suspeita deve-se recorrer de imediato a um médico – idealmente dermatologista.


Frio, Frio e mais Frio! Proteja-se!


Ultimamente, os nossos termómetros têm registado temperaturas bastante baixas, em especial no interior do país. É muito divertido brincar na neve, fazer bonecos, atirar bolas geladas… mas, temos de ter muita atenção às alterações do nosso organismo pois ele pode não aguentar este clima tão frio.

Face ao frio, os vasos do nosso corpo entram em vasoconstrição. Este fenómeno previne as perdas acentuadas de calor, tentando manter a temperatura corporal no seu valor normal (média de 36,5ºC). No entanto, se o frio for demasiado extremo, a constrição excessiva dos vasos pode evoluir para situações de perfusão tecidual insuficiente, levando à formação de úlceras e destruição tecidular. Este fenómeno é conhecido por frostbite. As zonas mais propícias para evoluírem neste sentido são: o nariz, orelhas, dedos das mãos e pés. O primeiro sintoma é a pele fria mas, à medida que a temperatura vai baixando, pode surgir formigueiro e sensação de pele a queimar. Os doentes diabéticos, com esclerodermia, Síndrome de Raynaud e doenças vasculares periféricas, são um grupo de risco. Por outro lado, neste tempo frio também podemos experimentar a sensação de hipotermia. Neste caso, esgota-se a capacidade de aquecimento e a temperatura corporal caí para valores abaixo de 35ºC. Começamos a sentir tremores, aumenta a frequência cardíaca e respiratória e as nossas células começam a consumir mais oxigénio. Em situações extremas, pode haver confusão mental e dificuldade de executar movimentos. É muito importante protegermo-nos todos contra o frio, mas as crianças e idosos precisam de uma atenção especial.



Siga algumas das recomendações da DGS:
  • Se tiver lareira mande limpar a chaminé, se necessário
  • Mantenha a casa arejada, abrindo um pouco a janela/porta para evitar acumulação de gases
  • Evite dormir/descansar muito perto do aquecimento
  • Não fique descalço no chão frio ou molhado por muito tempo
  • Promova boa circulação de ar, principalmente durante a noite, não fechando completamente os aposentos mas evitando correntes de ar frio
  • Não use roupas justas: dificultam a circulação sanguínea
  • Use várias camadas de roupa em vez de uma única muito grossa
  • Use roupas de algodão e fibras naturais
  • Mantenha a pele hidratada: hidrate todo o corpo não esquecendo mãos, pés, cara e lábios
  • Deve manter a prática de exercício físico: aumenta a produção de calor e a circulação de sangue


Anorexia


Ao assistir às semanas da moda de Nova Iorque, Milão, Paris, Lisboa, Porto… e ao observar algumas das manequins a desfilar, há algo que nos põe a pensar… A magreza extrema. É certo que algumas pessoas têm uma carga genética muito favorável à magreza mas, por outro lado, outras procuram contrariar a sua natureza e perdem-se no meio da obsessão. As perturbações do comportamento alimentar, como a anorexia e a bulimia, exprimem um intenso medo de engordar e uma preocupação excessiva com o peso e as calorias ingeridas. A anorexia é mais frequente na adolescência, entre os 12 e os 18 anos, altura em que personalidade se está a formar, a vida é vivida de forma intensa e os desgostos valem 10 vezes mais do que o normal! Normalmente, começa por haver uma restrição das gorduras e dos açúcares, recusa alimentar, alegando motivos de saúde (dores de barriga, mal disposição…) ou pessoais (“já comi com amigos”, “tenho de estudar”…), até que escondem a comida. Apesar de terem fome, estas doentes apresentam um controlo muito apertado do apetite e estão em constante negação, apresentando traços de personalidade de tipo obsessivo (perfeccionistas, rígidas, perseverantes, obstinadas). Ao olharem-se ao espelho, nunca estão satisfeitas com o que encontram pois o seu ideal de beleza é inatingível. Uma anorética não consegue descobrir a sua própria beleza pois, para ela, essa está no emagrecer até ao abismo. Deste modo, todos os dias, muitas vezes mais do que 2 vezes por dia, pesam-se e fixam o seu novo objetivo “Hoje vou perder mais 2 kg”. O ciclo é sempre o mesmo, não comem, fazem muito exercício, pesam-se e estabelecem objetivos. O mundo da anorética está submerso na contagem das calorias, no inventar desculpas para não se alimentar e, por muito que não queira comer, está sempre a pensar nos alimentos. Podem ser ajudados com muito apoio, carinho e dedicação pois, na verdade, o que muitas vezes os impulsiona a ter estas atitudes é a necessidade de atenção.


BIODERMA – Teste de Eficácia (parte 2)


Como vocês sabem, o Trendy Health teve a oportunidade de experimentar 2 maravilhosos produtos da BIODERMA, o Sébium Gel Moussant e o Sébium Mat, por isso hoje estou aqui para vos comunicar o que aconteceu nos primeiros 8 dias de utilização. A minha rotina diária, de manhã e à noite, começou pela lavagem com o gel, seguida pela aplicação do creme matificante. Durante estes 8 dias não tive novos casos de borbulhas ou pontos negros e, apesar da minha pele ser mista a oleosa, nunca secou. Todos os dias, a minha pele foi-se tornando cada vez mais homogénea, com poros menos dilatados, com menos brilho e de aparência uniforme. O excesso de sebo foi aniquilado e a tez parece muito mais limpa do que antes. Se massajarmos bem com o Sébium Gel Moussant, fazendo bastante espuma, limpamos a nossa pele ainda melhor e isso é bem visível ao espelho. A textura fluida do Sébium Mat permite uma rápida absorção e faz com que seja um instrumento ótimo, como uma espécie de primer, para aplicar antes da base de maquilhagem. Há muitos produtos para a acne no mercado mas por vezes secam e irritam em demasia mas este é o ideal. É um ótimo creme diário de manutenção para a acne, matifica, ao mesmo tempo que hidrata.


E vocês, já participaram no nosso PASSATEMPO?

Se não, do que estão à espera? Não percam a oportunidade de ganhar estes 2 produtos fantásticos da BIODERMA!

BIODERMA - Teste de Eficácia


O Trendy Health e a BIODERMA decidiram criar uma parceria para surpreender e presentear os seus fãs… Qual será o vosso presente? Continuem a ler este mesmo artigo que daqui a pouco já o saberão! Para quem não conhece, os laboratórios BIODERMA nasceram há mais de 20 anos, na terra do romantismo, em França, mais concretamente, Lyon. A biologia e a investigação na área da dermatocosmética, deram origem a esta marca que conquista dermatologistas por todo o mundo. O Trendy Health tem agora a oportunidade de experimentar e dar a sua opinião acerca de 2 dos seus produtos, o Sébium Gel Moussant e o Sébium MAT. A gama Sébium da BIODERMA está especialmente indicada para peles oleosas, mistas e com tendência acneica. Podem conferir tudo acerca da Acne neste meu ARTIGO anterior. 



O produto base para uma pele sem acne é começar por utilizar um bom gel de limpeza e este, logo na primeira utilização, mostrou ser excelente. Ao olhar, fez-me lembrar aquelas águas límpidas das ilhas paradisíacas porque a sua cor é um azul cristalino e o odor é refrescante. Ao enxaguar, a minha pele ficou profundamente limpa e suave, mais clara mas sem secar. Depois, coloquei o BIODERMA Sébium MAT para finalizar em beleza e, gostei imenso. A perda de brilho, o aperfeiçoamento dos poros e a matificação da pele foram notórias. O produto prometia a absorção do excesso de sebo, a melhoria da textura da pele e, definitivamente concretizou-se. Durante todo o dia, não houve sinais de acne, nem de brilho cutâneo. Para resultados perfeitos, devemos ter a mesma rotina, de manhã e à noite. Em primeiro lugar, enxaguamos com BIODERMA Sébium Gel Moussant, secamos bem e colocamos o BIODERMA Sébium MAT. Este creme funciona como uma boa base de maquilhagem para peles oleosas ou mistas.

Por fim, depois do Trendy Health vos ter aguçado o apetite, vocês também vão ter a oportunidade de passar por esta rotina de beleza e experimentar estes 2 magníficos produtos! Como? Aqui vão as dicas:

Até dia 27 de Outubro podem participar neste passatempo exclusivo e ter a oportunidade de ganhar estes 2 produtos BIODERMA (Sébium Gel Moussant e Sébium MAT). Para isso só têm de clicar na imagem do Passatempo:


O vencedor será escolhido pelo sistema Random e divulgado dia 28 de Outubro na página de Facebook do Trendy Mind.


Quando o calor extremo nos bate à porta…


Uma ida de 15 minutos à sauna, um passeio pelo deserto, uma busca suada por um oásis próximo… Nada se compara com os verdadeiros dias tórridos que temos vindo a sentir. A água tornou-se escassa para tanta sede, os banhos transformaram-se em bens insaciáveis e as nossas casas verdadeiros fornos ambulantes.

Nestes momentos de intenso calor, o nosso corpo apenas tem 2 preocupações: procurar por uma boa fonte de água e equilibrar os níveis de sais minerais. Quando não se consegue atingir a plenitude e algo nos falta, podemos começar a sofrer de uma sede extrema, fraqueza muscular, cefaleias, taquicardia, náuseas e vómitos, podendo levar mesmo à perda de consciência. Desta forma, devemos ter em especial atenção as crianças, os idosos, os doentes cardíacos, diabéticos, hipertensos, obesos e pessoas medicadas com diuréticos, sedativos, ansiolíticos e estimulantes. Para a prevenção destas complicações, podemos, especialmente nas horas de grande calor (11h-16h), descansar em locais frescos com ar condicionado, beber muito e bem, evitando a cafeína e o álcool, usar roupas largas e tomar muitos banhos de água fria. Se sairmos de casa, devemos optar por roupa de cores claras já que as escuras absorvem muito mais o calor e usar um protetor solar acima de 30 SPF, preferencialmente. Na imagem abaixo, temos as melhores dicas para superar uma situação de calor extremo ou insolação.


Será que ouve mesmo bem?


Ao longo do tempo, o nosso aparelho auditivo vai resistindo a várias agressões, incluindo sons muito altos que por vezes até nos assustam e repelem os nossos ouvidos… Essas agressões vão-se somando dia a dia, afetando em primeiro lugar a perceção das frequências à volta de 4000 Hz, depois acima dos 4000 Hz (sons agudos) e, por fim, atinge a perceção abaixo de 4000 Hz. Normalmente a pessoa só repara que não ouve bem quando atinge a frequência da fala (3000 Hz). Deste modo, surgem alterações da acuidade auditiva denominadas de hipoacusias. As hipoacusias traduzem uma perda parcial da capacidade auditiva e podem ser classificadas em 4 tipos diferentes: hipoacusias de transmissão ou condução, de perceção ou neuro-sensoriais, mistas e simuladas. 

As hipoacusias de transmissão traduzem-se por lesão a nível do ouvido externo e/ou médio, tendo como principais sintomas a autofonia (sensação de ressonância da própria voz), uma melhor audição em locais ruidosos e uma pior audição para sons graves. Pode ter como base uma malformação congénita, uma oclusão a nível do canal auditivo externo, uma otite média aguda ou crónica, uma perfuração timpânica ou até uma disfunção da tuba auditiva. O tratamento depende da etiologia, se for por oclusão por rolhão de cerúmen é possível extrair, se for de causa inflamatória pode-se tratar com antibiótico, gotas otológicas e anti-inflamatórios, se for por disfunção tubar existe tratamento médico ou cirúrgico. 

Nas hipoacusias de perceção existe uma lesão no ouvido interno ao nível da cóclea e retro-coclear, as suas principais manifestações são a perda de discriminação da linguagem, audição pior em ambientes ruidosos e para os sons agudos, zumbidos agudos, vertigens, algiacusia (dor com o ruído) e existência de um limiar até ao qual não ouve sons mas a partir do qual os sons ficam verdadeiramente insuportáveis. Estas hipoacusias têm como causas malformações congénitas (agenesia da cóclea), infeciosas (sarampo ou parotidite), medicamentosas (furosemida, antibióticos aminoglicosídeos, Quinidina), alterações circulatórias, diabetes, doença de Meniére, presbiacusia, doenças degenerativas da via acústica, entre outras. O tratamento passa muitas vezes por próteses auditivas ou implantes cocleares. 

As hipoacusias mistas envolvem alterações tanto a nível de transmissão como de perceção e nas hipoacusias simuladas não há uma verdadeira perda de audição, devendo-se testar com audiograma e/ou impedanciometria para ter a certeza do diagnóstico.


Ver ou não ver, eis a questão!


Os nossos olhos para além de verem o mundo à sua volta, eles próprios são um mundo bem abastado e complexo. Basicamente, a órbita, o olho no sentido médico do termo, é constituída pela córnea, a pupila, a íris, o cristalino, a esclera, a retina... A córnea é a película transparente que delimita a câmara anterior do olho (iris,pupila) e que pode dar alterações visuais (ametropia) quando danificada. A pupila é um espaço vazio, o pontinho preto que vemos no centro do olho. A iris contém pigmentos coloridos que dar vida e cor ao nosso olho. O cristalino é a uma lente encapsulada que é muito importante na focagem e acomodação do olho, quando opaco pode indicar a presença de cataratas. A esclera é a zona esbranquiçada do olho que confere rigidez ao globo ocular. Por último mas não menos importante, muito pelo contrário, temos a retina que é a camada neurossensorial do olho que com os cones e bastonetes leva a informação visualizada para o cortex visual. 

Quando a nossa visão está perfeitinha, a focagem ocorre na fóvea, região situada na retina, mas se isso não acontecer temos uma ametropia (erro refractivo, defeito visual). Decerto já ouviram falar de pelo menos algum destes tipos de ametropias como a miopia, a hipermetropia, o astigmatismo e a presbiopia. Na miopia, a nossa visão ao longe está afetada e por isso a imagem é focada à frente na retina. Parece que uma das causas para esta alteração é ter um olho demasiado grande mas, não se assustem, pois a maioria dos olhos grandes não são miopes. Para tratar este defeito utilizam-se lentes divergentes. A hipermetropia é o oposto da miopia, a imagem é focada atrás da retina e o olho normalmente é muito pequeno. Desta forma, os hipermétropes tendem a ter cansaço ocular. As lentes usadas são do tipo convergente. No astigmatismo, quem mais sofre é a córnea (ou o cristalino) que normalmente está irregular e por isso vão existir 2 pontos de focagem. Nos casos de astigmatismo simples, utilizam-se lentes cilíndricas. Por fim, a presbiopia é um fenómeno universal e fisiológico e está muito relacionada com o aumento da idade, onde há alteração na acomodação. Neste caso usam-se lentes convergentes.


O coração e a sua amiga Aspirina


A aspirina, ou medicamente falando, o ácido acetilsalicílico, é talvez um dos fármacos mais antigos que encontramos pelas farmácias... A sua origem remonta aos tempos antigos ainda antes de cristo, já que os nossos antepassados ao usarem a casca do chorão nas suas mezinhas repararam que os salicilatos, contidos nesta casca, aliviavam as dores (tinham um efeito analgésico) e diminuíam a temperatura (antipirético). No entanto, este composto teria de ser aperfeiçoado já que estes salicilatos naturais eram potencialmente tóxicos. Deste modo, os laboratórios da medicina do século XIX, começaram a conjugar os salicilatos com o acetato e foi aí que descobriram a beleza e o equilíbrio do composto que hoje em dia é comercializado. 

Dizem que para além destes efeitos de analgésico, antipirético e anti-inflamatório, a aspirina faz muito bem ao coração…. E é bem verdade. Vários estudos o demonstram e factos comprovam-no. A principal forma de proteção cardiovascular que a aspirina tem, é através da sua intervenção no processo da coagulação. O estado da coagulação e a formação de trombos é muito importante para a origem de patologias ao nível dos vasos de irrigam o nosso organismo. A aspirina, quando administrada em determinadas doses já protocoladas, diminui a ativação plaquetária através da sua ligação irreversível a uma enzima denominada COX-1, enzima necessária para a produção de tromboxano A2. O tromboxano A2 estimula a produção de novas plaquetas e tem um efeito pró-trombótico, ou seja potencia a formação de coágulos e trombos. Os coágulos e trombos obstruem os vasos, pelo que os nutrientes e o oxigénio não poderão circular livremente e os tecidos irrigados por estes vasos, ficam comprometidos. Como podem ver a aspirina realmente é um bom aliado de quem precisa de um sangue mais fluido e de uns vasos mais limpinhos.


Frieiras


Com o frio à porta, bom é passar os dias à lareira, com as nossas pantufas felpudas, com um chocolate quente acabadinho de fazer… No entanto, nesta estação gelada nem tudo é um mar de rosas… Pois a perniose ou as frieiras começam a atacar. 

As frieiras são uma espécie de “alergia ao frio” já que surgem em especial com temperaturas menores do que 10ºC e quando a humidade aumenta em cerca de 60%. Surgem essencialmente nas extremidades como pés e mãos mas também podem atingir o nariz e as orelhas. Normalmente surgem queixas de vermelhidão, dor, inchaço, formigueiro e maior sensibilidade no local. 

As pessoas com maior propensão para desenvolverem frieiras como idosos, mulheres, trabalhadores ao ar livre ou com uma doença dermatológica como o lúpus ou dermatite devem usar e abusar de bebidas quentinhas e agasalhar-se bem como se todos os dias fossem para a neve.

Quando já não há mais forma de prevenir e a frieira acaba por resistir então há que ir à farmácia procurar um creme próprio normalmente um antifúngico ou agentes calmantes e emolientes para manter a pele bem hidratada. Em alguns casos é necessário recorrer a medicamentos sistémicos mas é muito raro. 

Para quem gosta de criar os seus próprios remédios então neste caso pode experimentar massajar um dente de alho cortado sobre a frieira. Mas é preciso ser paciente e ter muita perseverança já que uma frieira chega a demorar 1 a 3 semanas para ficar totalmente curada. 

O conselho final deste artigo é manter as mãos sempre bem quentinhas e hidratadas que decerto qualquer frieira irá fugir.


Nova Rubrica - Trendy Health

Sejam muito bem vindos ao mundo da saúde! Este vai ser o cantinho em que vamos descobrir um pouco mais do nosso corpo e as alterações que esta grande máquina pode ter. 

Ao longo desta exploração vamos encontrar dicas e cuidados que devemos ter. Mas presumo que neste momento, queiram descobrir um pouco mais acerca da autora desta rubrica… Pois bem, vou fazer-vos a vontade:

Atualmente, estou no 5º ano do curso de medicina. Paralelamente, faço trabalhos de promotora, hospedeira, auxílio em eventos e babysitting. Para mim o mundo está recheado de flores e frutos suculentos prontos para serem colhidos… Daí o meu gosto alargado por diversas áreas da sociedade como a saúde, a moda, o ballet, a dança, o cinema, a música e tantas outras… Gosto de descobrir caminhos novos, de desbravar novos desafios, de me cultivar e de partilhar. Espero que gostem do que tenho para vos oferecer e que esta rúbrica seja contagiante e muito viciante. 

Qualquer dúvida, pedido de esclarecimento, sugestão ou somente uma partilha de opinião será bem vinda.

Só precisam de me contactar.