UM AMOR DE BORRACHA


Fevereiro, em especial o seu dia 14, foi um mês em que o amor andou no ar mais do que é normalmente hábito, dada a celebração do Dia de São Valentim, vulgo “Dia dos Namorados”. Tirando os beijinhos extra, uns ‘amassos’ mais intensos, as trocas de flores e refeições à luz de velinhas ou afins e demonstrações de carinho mais ou menos inspiradas (ou pirosas…) a que os vários pares se prestaram neste dia em particular, houve também lugar a uma febre de demonstrações de marketing mais ou menos imaginativas, relacionadas com o tema. 

“E o que é que as rodas têm a ver com o amor?” – perguntam-se nesta altura! Tem tudo, pelo menos na óptica da Dunlop, a conceituada marca de pneus de origem escocesa, que há três anos a esta parte leva a cabo a campanha “Está na hora de cuidar de quem você gosta”, considerando-a uma das mais bem sucedidas do seu alinhamento anual de promoções. 

Pois… já se percebeu que o destinatário do mimo neste caso não é o/a cara-metade, mas sim aquele veículo de duas rodas denominado moto, para alguns/algumas a maior paixão das suas vidas. É que ela poderá contar com duas rodinhas de borracha novinhas em folha, para que o/a seu/sua dono/a melhor possa percorrer as estradas deste (ainda) nosso Portugal, de Lisboa de Amália a Grândola de Zeca Afonso, de Miranda dos pauliteiros ao Corridinho algarvio, ou mesmo nas encadeadas estradas dos nossos arquipélagos dos Açores e Madeira. 

Foto: Dunlop





Caso se integre neste grupo só tem que se apressar pois a promoção decorre desde o Dia dos Namorados mas acaba já no próximo dia 31 de Março. Para detalhes adicionais é favor consultar a página desta campanha LoveDunlop (ver aqui).

Então e o próprio do Dia de São Valentim? Segundo a história parecem existir várias correntes. Uma remonta à Roma Antiga e celebra o dia da morte do então bispo Valentim, que lutou contra as ordens do imperador romano Cláudio II, que proibiu o casamento durante as guerras, pois acreditava que os solteiros eram melhores combatentes. Mas o bom do Valentim continuava a casar o pessoal (até ele próprio o fez) mas a prática foi descoberta, levando-o à prisão e depois à condenação à morte, tornando-se mártir pela Igreja católica. 

Esse mesmo dia marca, também, a véspera do início das Festas Lupercais, de cariz anual e celebradas também na Roma Antiga em honra de Juno, deusa da mulher e do matrimónio, e de Pan, deus da natureza. Um dos rituais era a passeata da fertilidade, em que os sacerdotes tocavam nas mulheres com correias de couro de cabra para assegurar a fecundidade. O que vale é que por cá o pessoal anda mais preocupado com a agenda do Governo, sendo obrigado a esquecer que a taxa de natalidade é a mais baixa dos últimos 60 anos... 



Adiante… uma terceira versão, mais recente, diz que Inglaterra e França adoptaram o Dia dos Namorados no Século XVII, seguidos cerca de 100 anos mais tarde pelos americanos e, daqui, já se sabe como é: se os americanos têm, o resto do mundo ‘compra’! 

Ainda na Idade Média, dizia-se que o tal do dia 14 de Fevereiro era o primeiro dia de acasalamento dos pássaros, sendo que os namorados da altura usavam a ocasião para deixar mensagens de amor na soleira da porta dos/as amados/as. Até sabia que estes bichinhos têm um ‘relógio interno’ muito avançado, mas assim tanto que chegue ao ponto de terem um dia certo para começar a fazer aquilo que “até os passarinhos gostam” vai lá vai!!! 

O melhor mesmo é continuar na onda, pegar na moto, passar num revendedor Dunlop, comprar as ditas das borrachinhas e sair estrada fora com o/a companheiro/a, mas sempre em segurança… a todos os níveis. 

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve! 

José Pinheiro 

Notas: 1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes. Os restantes membros deste ‘blog’ não têm obrigatoriedade de partilhar dos mesmos pontos de vista; 2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

4 comentários:

Helena Branquinho disse...

Ahah, acho que vou comprar uma mota :)

http://hiimab.blogspot.pt

Fernando Jorge Raposo Rodrigues disse...

Thanks pela lição de história que fica sempre bem e não ocupa espaço. Quanto ás duas rodas, eu pessoalmente dispenso, mas respeito e percebo o fascínio, já no que concerne ás borrachas, se os preços se aproximarem dos de quatro rodas, digo o mesmo que disse ao Sr. da Oficina quando fui mudar os do meu carro e me apresentaram um orçamento digamos "composto". "F.....( os miúdos também lêem isto e há que ser politicamente correcto), mas são o quê? GUCCI?????"

José Pinheiro (Trendy Wheels) disse...

Olá Helena
Obrigado pelo comentário... pois, se assim é, força nisso
Ah sim, e desculpe o 'ligeiro' atraso na resposta!
JP

José Pinheiro (Trendy Wheels) disse...

Olá, boa tarde
Claro que se, para além do tema, puder contribuir para o enriquecimento histórico dos indivíduos, o retorno é muito maior.
E sim, de facto respeitam-se as preferências de cada um! O que seria do amarelo se ninguém gostasse dele!
Quanto aos preços praticados, pois... infelizmente nesse capítulo não consigo ajudar...
JP