UM ABRAÇO DO FIEL AMIGO


A temática da segurança está sempre na ordem do dia, seja para uma viagem até à próxima esquina, ou para percorrer as diferentes quilometragens que separam um determinado ponto de partida do planeado local de chegada. Aquela máxima do “ah… não é preciso… é só daqui até ali…” não é desculpa para não nos assegurarmos que todos os que estão a bordo tem o ‘fiel amigo’ ao peito. 

Nop! Não estou a falar desse amigo dos mares do norte, ‘bicho’ que compõe muitas das mesas de Natal deste nosso rectângulo à beira mar plantado, mas sim de um dos mais antigos elementos de segurança a bordo de um automóvel, o cinto de segurança. 

Vem isto a propósito da fantástica campanha “Sussex Safer Roads” feita há tempos nesta região britânica em torno do tema. O vídeo, simples mas muito objectivo e sempre actual, está disponível em: 



Outra campanha feita pelo governo francês também há algum tempo é substancialmente diferente – atenção que o árduo impacto das imagens provoca alguns calafrios cá dentro – mas encerra a mesma mensagem, ‘rezando’ assim: 



Pelo nosso burgo, há várias décadas que a Prevenção Rodoviária Portuguesa utiliza os mais variados suportes para alertar para a condução em deficientes condições, seja sob o efeito álcool ou sobre a falta do cinto de segurança. Entre outras campanhas, algumas foram direccionadas logo às camadas mais novas, os nossos futuros condutores, que viam – e principalmente aprendiam… – com a campanha “Tinoni & Cia”: 



Apesar dos posicionamentos diametralmente diferentes dos três exemplos acima, todos eles apresentam exemplos claro de como as coisas se interligam, nomeadamente as relações familiares e o automóvel, sempre presentes numa viagem, enaltecendo-se o papel da segurança. As imagens falam por si! 

Só para saberem – lá diz o provérbio que “o saber não ocupa lugar” – o cinto de segurança foi inventado pelo engenheiro britânico George Cayley no início do Século XIX, embora tenha sido o americano Edward J. Claghorn quem primeiro o patenteou. Disse ele que se destinava a "ser aplicado em pessoas, providenciado com ganchos e outras fixações para segurar uma pessoa a um objecto fixo", dando como exemplos os turistas nos autocarros, os pintores de edifícios e, claro, os bombeiros, entre outros. 

Chegou aos aviões em 1911 e aos automóveis em 1949, aqui pelas mãos da extinta marca americana Nash, como opcional nos seus modelos da altura. A sueca Saab (que desapareceu recentemente do ‘mapa’) foi mais longe e – em 1958 – equipou de série com cintos de segurança de dois pontos os seus automóveis. O actual cinto de três pontos surgiu um ano depois, também de série, na Volvo, facto que obrigou os restantes condutores a seguirem este construtor, uma referência mundial no domínio da segurança.


O cinto de segurança é um dispositivo de protecção dos ocupantes de um meio de transporte face um movimento repentino que resulte de uma colisão ou de uma paragem brusca. Impede a sua projecção contra as diversas partes duras do interior do veículo ou para fora do veículo. Reduz a probabilidade e a gravidade das lesões decorrentes desses acidentes, também porque contribui para os manter correctamente posicionados em face do airbag, as tais almofadas de que falei na edição nº 6 do Trendy Wheels, em Novembro do ano passado. 

Lembre-se: a utilização do cinto de segurança é obrigatória em todos os lugares de uma viatura que esteja equipada com este dispositivo. Proteja-se, a si e aos seus! Assegure-se que todos viajam com o dito cujo bem fixo, independentemente das ‘birras’ que se possam fazer a bordo. E não estou só a falar das crianças…! 

Boa viagem com os habituais cumprimentos distribuídos irmãmente. Até breve! 

José Pinheiro 

Notas: 1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes. Os restantes membros deste ‘blog’ não têm obrigatoriedade de partilhar dos mesmos pontos de vista; 2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e imagens utilizados neste texto, conforme expresso.


4 comentários:

Ana Marcelino Cruz disse...

Excelente post, como é teu apanágio!
O primeiro vídeo já conhecia, mas vêm-me sempre as lágrimas aos olhos cada vez que o revejo...
Um beijinho grande e obrigada por apelares sempre ao bom senso e civismo nesta guerra civil que é andar na estrada.
Trendy-Kiss
A*

José Pinheiro (Trendy Wheels) disse...

Tk U!
Sim, o 1º video é muito bonito, o 2º é algo doloroso e o 3º deixa um pouco de saudade de quando eramos pequeninos e o mundo era uma maravilha.
Quanto à mensagem, nunca é demais relembrar.
Tks again & segue tb um Trendy-kiss a condizer
JP

Anónimo disse...

Muito Bom .... como sempre :-))
bj
AR

José Pinheiro (Trendy Wheels) disse...

Olá, boa tarde
Fico contente q a reacção seja essa.
Enche o ego e dá azo a novas ideias eheheh
JP